(Do Yahoo!)
O homem que abriu fogo contra um grupo de jovens acampados numa ilha ao norte de Oslo, capital da Noruega, ontem, realizou disparos por 1 hora e meia antes de se render a um grupo especial da polícia. O atacante foi identificado como Anders Behring Breivik, de 32 anos.
A polícia disse que 85 pessoas, muitas das quais adolescentes, foram mortas na ilha de Utoya, onde 600 pessoas estavam no momento do ataque. O ministro de Relações Exteriores Jonas Gahr Store estima que dezenas de pessoas estejam hospitalizadas por causa dos ferimentos. Segundo a polícia, quatro ou cinco pessoas ainda estão desaparecidas. Mergulhadores fazem buscas ao redor da ilha.
Sobreviventes disseram que se esconderam e fugiram nadando da ilha para escapar do atirador. As vítimas descreveram o episódio como um "banho de sangue". "Não havia para onde fugir, apenas a água, e quando as pessoas tentavam nadar, ele atirava nelas", disse Dana Barzingi em entrevista à emissora norueguesa NRK.
Em entrevista ao jornal Dagbladet, Torbjorn Vereide, de 22 anos, disse que o atacante atirava duas vezes em cada vítima, para ter certeza que ela estava morta. "Ele parecia muito concentrado. Ele agiu com calma e escolhia as vítimas uma por uma. As pessoas estavam deitadas no chão e ele passava por cima delas e então atirava em suas costas."
Vereide disse que ele se escondeu do assassino num local perto da margem, juntamente com outros jovens. "No início, havia cerca de 30 pessoas lá. Quando o atirador terminou de disparar, apenas cinco de nós ainda estavam vivos."
O ataque ocorreu após uma explosão no centro de Oslo, onde sete pessoas morreram. As autoridades ainda não identificaram a razão do ataque, mas disseram que o suspeito visitou sites de fundamentalistas cristãos e pertenceu à juventude de um partido de direita. A polícia afirmou que o atirador falou sobre o episódio e admitiu ter feito os disparos na ilha. Segundo os policiais, ele contratou um advogado, mas seu defensor não quer que seu nome seja divulgado.
A despeito do choque provocado pelos ataques, a Noruega não elevou o nível de alerta para atentados na capital e na ilha de Utoya, informou o Ministério de Justiça. O ministro Knut Storberget acrescentou que o governo mantém uma comunicação constante com a polícia e que continua avaliando a situação. "O debate sobre o nível de alerta prossegue". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
É isso aí... Os fundamentalistas cristãos, aliados a juventudes de partidos de direita, estão começando a tocar o terror. Avisei, não avisei? Tô avisando já faz tempo...
Vale lembrar que a Noruega é um país de maioria protestante, ou seja, evangélica. Justamente por isso, as seitas fundamentalistas permeiam facilmente na sociedade e, quando vai se perceber, já é tarde demais.
E aqui no Brasil, elementos desse pedigree se manifestam abertamente e escandalosamente em apoio a radicais como Bolsonaro. Que se ORGULHAM de serem xenófobos, racistas e o escambau. Quanto tempo levará para que o Brasil tenha um episódio parecido com o da Noruega, senão pior?
Se é que já não teve, e foi mascarado por motivações políticas?
sábado, 23 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Muitos defendem Israel, porque diz-se que eles foram vítimas de genocídio. Pois, os armênios foram vítimas de genocídio por parte dos turcos, e não existe uma alma na internet brasileira que levante a voz para defender a Armênia ou condenar a Turquia. Os ucranianos foram vítimas de genocídio por parte dos russos, e não há quem relembre Holomodor, defendendo os ucranianos. Ninguém condenou as bombas em Hiroshima e Nagasaki, jogadas depois do fim da Segunda Guerra, ninguém condenou os militares americanos por suas atrocidades no Vietnã. Populações ao redor do mundo foram vítimas de sucessivos genocídios, e nenhuma voz se levantou por elas. Só Israel é defendido, só os judeus são lembrados.
E quem defenderá os palestinos das atrocidades de Israel?
E quem defenderá os palestinos das atrocidades de Israel?
sábado, 11 de junho de 2011
Igrejas barbarizam outras religiões
(Postado por Juan Pizarro Escalona no dia 27 de Outubro de 2009, neste blog. )
28 ANOS DE INTOLERÂNCIA
Estamos completando 28 anos de intolerância religiosa. Tudo começou na década de 80, onde emissoras de rádio e programas de televisão começaram a destilar ódio contra umbandistas, contra católicos e contra membros de outras religiões. No Estado do Rio de Janeiro uma geração inteira nasceu e cresceu, sendo ensinada a ter ódio de espíritas, católicos e até dos verdadeiros evangélicos.
Nos últimos meses, tivemos casos de traficantes nas favelas, com fuzis, se intitulando neopentecostais, fechando os terreiros de Umbanda e proibindo qualquer tipo de manifestação referente às religiões afro-brasileiras. É evidente que de neopentecostal eles não têm nada, porque eu não acredito que um evangélico vá utilizar um fuzil para fechar um templo.
O episódio mais recente de intolerância religiosa não sai da nossa memória. No dia 04 de junho, quatro jovens da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo invadiram e depredaram um Centro Espírita, localizado no bairro do Catete. No dia seguinte ao episódio, um homem chamado Tupirani Hora Lores, que se auto-intitula pastor disse que não tinha nenhuma ligação com o episódio. O Sr. Tupirani é pastor da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo.
Entrei no site do pastor Tupirani (http://www.ogritodameianoite.spaces.live.com) e de ponta a ponto é ódio, ódio e mais ódio contra católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas e até evangélicos que não comungam com a igreja dele. No site, ele se referia à Igreja Católica como "prostituta católica". Ele também se referia a outras instituições como "prostitutas espirituais". O pastor Tupirani também estimula os jovens a tomarem uma medida contra aqueles que adoram santos. Está tudo no site.
Uma coisa é agredir alguém com palavras, o que já é ilegal. Outra coisa é quando esse ódio se manifesta numa pedra que é lançada contra um Centro Espírita ou quando alguém começa a chutar uma santa na televisão.
A sorte é que a tendência natural dos umbandistas, dos católicos e dos verdadeiros evangélicos, é uma postura de paz, quase que de compreensão. Acho muito difícil que isso acontecesse, por exemplo, numa mesquita ou numa sinagoga. Eles não fariam isso em Jerusalém, no Irã ou no Iraque. Aqui eles pensam que é fácil, pois os umbandistas são compreensivos; os católicos não tomam nenhum tipo de atitude e os presbiterianos, adventistas, metodistas e batistas não são capazes de cometer uma agressão. Mas eles como qualquer outros que venham agredir um centro ou um terreiro, podem ter certeza que serão processados e que a cadeia os aguarda. Nós não deixamos passar em branco. Estamos usando todos o artifícios legais para que eles respondam criminalmente pelo o que fizeram.
UMBANDISTAS PEDEM AJUDA À BELTRAME
O vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes reuniram-se com o Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, o Chefe do Estado Maior da PM, Cel Antonio Carlos David e o subsecretário de Polícia Civil, Ricardo Martins. O principal objetivo do encontro foi pedir ajuda das autoridades de segurança no sentido de evitar que os centros de Umbanda e Candomblé continuem sendo perseguidos por fanáticos religiosos nas comunidades do Rio de Janeiro.
Durante o encontro, o vereador Átila Nunes Neto lembrou que "a qualquer momento pode acontecer uma tragédia, já que criminosos que se auto-intitulam pastores, estão obrigando os dirigentes a fecharem as portas de seus terreiros, sob alegação de que os centros espíritas são coisa do demônio". Átila Nunes Neto também comentou sobre as denúncias que vem sendo registradas todos os dias no 'Disque Intolerância'. "Recebemos, em média, 70 ligações por dia, de pessoas denunciando que são vítimas de preconceito religioso. Mantemos a identidade de todas as pessoas sob sigilo, para que elas não sejam alvos de fanáticos", disse o vereador.
Átila Nunes Neto também chamou atenção para o fato que essa violência religiosa vai sair dos morros e alcançar os centros umbandistas dos demais bairros. O parlamentar acha fundamental que todos os policiais civis e militares tenham conhecimento dos dispositivos constitucionais que garantem o livre exercício de culto, para que quando algum umbandista vá registrar uma queixa, seja levado em conta que não apenas o Código Penal está sendo infringido, mas também, a Constituição Federal. "Todas as pessoas que forem vítimas de algum tipo de discriminação religiosa podem fazer a sua denúncia através do telefone 2461-0055. O serviço funciona 24h por dia", lembra o vereador.
Além do encontro com as autoridades de segurança, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes, também ingressaram com uma denúncia no Ministério Público contra o auto-intitulado pastor Adão José dos Santos, fundador da Igreja Pentecostal dos Milagres que afirma "converter" bandidos, os mesmos aliás, que com fuzis em mãos, estão fechando terreiros nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. A denúncia feita pelos parlamentares foi motivada após a publicação de uma série de reportagens no jornal Extra do Rio de Janeiro denunciando as perseguições religiosas. De acordo com a matéria, o "pastor" estimula as invasões aos centros umbandistas e de Candomblé através dos traficantes, incitando o ódio religioso.
DENUNCIADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PASTOR QUE ATACA CENTROS
Nesta última 2a feira, no início da noite, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, foi invadido e depredado. Quatro pessoas, acusadas do ato de vandalismo, foram presas por policiais militares do 2º BPM (Botafogo). Os detidos são membros da Igreja Geração de Jesus Cristo. De acordo com os PMs, os jovens disseram que as imagens estavam com o demônio. Por isso, eles resolveram quebrá-las - contou um dos policiais.
A invasão ao centro espírita, na Rua Bento Lisboa, 146, ocorreu por volta das 18h. Cerca de 20 pessoas aguardavam do lado de fora a abertura do templo e o início da sessão espiritual. Segundo Cristina Moreira, uma das dirigentes do centro, foi nessa hora que as quatro pessoas - três homens e uma mulher - chegaram com atitudes e palavras agressivas. "- Depois de ofender as pessoas que estavam na fila, eles nos obrigaram a abrir a porta e invadiram o centro. Em seguida, quebraram todas as imagens de santos, mesas e cadeiras - disse Cristina. "" Deus mandou a gente aqui para tirar o demônio de vocês "
O deputado Átila Nunes, membro da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e Átila Nunes Neto, coordenador do Movimento Em Defesa da Umbanda, ingressaram IMEDIATAMENTE com uma representação denúnciano Ministério Público contra o "pastor" responsável pela Igreja Geração Jesus Cristo, em razão de estimular o ódio religioso.
O telefone do Disque Intolerância Religiosa funciona 24 horas: 21-24610055
OS TALIBÃS DO RIO DE JANEIRO
O fanatismo religioso na maioria esmagadora das sociedades surge e se desenvolve em lugares onde se destaca uma população de pouca cultura e de poucos recursos. O fanatismo não é privilégio de uma única religião. O encontramos ao longo dos séculos, quando em nome de uma utopia teológica, religiosos se afastam do restante da sociedade e declaram guerra aos que se recusam a segui-los em seu sonho (ou pesadelo) religioso insano. Os conflitos com as autoridades são inevitáveis. A não ser quando o Estado passa a ser uma extensão desses movimentos fanáticos, resultando invariavelmente em genocídios.
Como explicar que em pleno século 21, uma era de progresso tecnológico e de avançada inteligência, podem sobreviver seitas de fanáticos que descarregam tanto ódio contra os que não acompanham seus pensamentos? O que causa tamanha intolerância nessa gente em relação ao restante da sociedade que se recusa a crer no que crêem? Se compararmos o fanatismo medieval que levou milhares às fogueiras da Inquisição com os tempos de hoje, observamos que a diferença é que aqueles só reagiam com violência quando provocados. Já as seitas de fanáticos contemporâneos agridem, sem serem agredidos.
Não existe qualquer diferença entre os fanáticos dos outros países com os daqui do Brasil. Quando criminosos travestidos de pastores, carregando armas "benzidas", expulsam chefes de terreiros umbandistas dos morros e perseguem moradores nas vielas das favelas, porque usam fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas ao pulso, estamos diante do embrião da polícia religiosa do Afeganistão que caça e chicoteia os que não comungam com os princípios do Islamismo.
O que ocorre hoje no Rio de Janeiro (e não duvido que em outras capitais) é a exaltação de grupos de fanáticos, por ignorância, por dinheiro - ou ambos – que professam ações violentas contra outros cidadãos, retirando-lhes o direito sagrado da liberdade de pensamento e, às vezes, de sua integridade física. E fundamentam-se na intolerância e na fé insana da verdade única, a deles, que consideram incontestáveis. No recém criado "Disque Denúncia Intolerância", no telefone 24610055 sucedem-se queixas de espíritas, umbandistas, candomblecistas, católicos e até, pasmem, evangélicos – os verdadeiros -, cansados dessas ações intolerantes que denigrem os princípios cristãos. Não é de hoje que alguns fanáticos de "seitas eletrônicas" ofendem e atacam outras religiões, inclusive a majoritária fé católica. O episódio da imagem da Santa que recebeu pontapés na TV está na memória de todos.
Mais do que o Secretário de Segurança do Rio, seguidores de todos os credos, particularmente nós, somos as maiores vítimas desses fanáticos. Aguardamos um pronunciamento enérgico do governador, autoridade máxima do nosso Estado. Não se trata mais de uma simples questão religiosa. É uma questão com reflexos profundos na liberdade dos cidadãos fluminenses. A ignorância gera o preconceito. Que gera a discriminação. Que resulta no racismo. Não é possível que não continue servindo de exemplo o genocídio judeu
UMA LINHA EM DEFESA DA NOSSA CRENÇA
Ao tomar conhecimento sobre a perseguição que traficantes auto-intitulados pastores evangélicos estariam fazendo aos terreiros nas favelas, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes entraram em contato com o Gabinete do Governador, pedindo a intervenção enérgica da Secretaria de Segurança. Segundo Átila Nunes Neto, " o assunto se reveste de gravidade por que não se restringe apenas ao cerceamento do exercício do culto. Pior: pessoas que usam simples fitinhas de N.S. Bonfim no pulso, vêm sendo obrigadas a retirá-las, sob a ameaça de que é um símbolo demoníaco."
Em razão das dificuldades encontradas pelos jornalistas em conseguir depoimentos denunciando a situação, Átila Nunes colocou no ar o "Disque Denúncia Intolerância" (21-24610055) que vem recebendo um material importantíssimo para as autoridades, sempre preservando a identidade dos denunciantes. "Independentemente dos pronunciamentos em plenário, estamos nos reunindo as autoridades máximas da Secretaria de Segurança visando traçar uma estratégia que garanta o livre exercício dos cultos religiosos no RJ, particularmente nas comunidades mais simples, como as favelas" - afirmou Átila Nunes Neto, que lembrou que "nesses quase 40 anos de mandato parlamentar de nossa família, enfrentamos - meu avô, meu pai e eu - de tudo. Desde perseguições policiais, passando pelas seitas 'eletrônicas', e agora, as dos traficantes, que já nos mandaram um recado ameaçador."
O vereador carioca lembra que os cultos afros foram perseguidos na época da colonização do Brasil pela Igreja Católica, foram perseguidos pela Polícia até 1960, quando terreiros eram invadidos, médiuns espancados e imagens quebradas, em 1980 os perseguidores passaram a ser os fanáticos das seitas 'eletrônicas' e agora perseguidos por traficantes travestidos de evangélicos os perseguem sob a ameça de armas. "Sobrevivemos a todas essas perseguições. E vamos continuar sobrevivendo, por que nenhum de nós tem medo de ameaças. Vamos mais uma vez à luta em defesa da liberdade religiosa", avisa o vereador Átila Nunes Neto.
E o que mudou de 2009 pra cá? Praticamente nada, né? Ah, sim: Puseram-se panos quentes no assunto para que se evite que o povo brasileiro, ao ver a continuidade das barbáries cointra as outras crenças, levante-se de seu sofá e faça alguma coisa contra as lideranças evangélicas fanáticas e os bandidos que estão sob comando delas.
28 ANOS DE INTOLERÂNCIA
Estamos completando 28 anos de intolerância religiosa. Tudo começou na década de 80, onde emissoras de rádio e programas de televisão começaram a destilar ódio contra umbandistas, contra católicos e contra membros de outras religiões. No Estado do Rio de Janeiro uma geração inteira nasceu e cresceu, sendo ensinada a ter ódio de espíritas, católicos e até dos verdadeiros evangélicos.
Nos últimos meses, tivemos casos de traficantes nas favelas, com fuzis, se intitulando neopentecostais, fechando os terreiros de Umbanda e proibindo qualquer tipo de manifestação referente às religiões afro-brasileiras. É evidente que de neopentecostal eles não têm nada, porque eu não acredito que um evangélico vá utilizar um fuzil para fechar um templo.
O episódio mais recente de intolerância religiosa não sai da nossa memória. No dia 04 de junho, quatro jovens da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo invadiram e depredaram um Centro Espírita, localizado no bairro do Catete. No dia seguinte ao episódio, um homem chamado Tupirani Hora Lores, que se auto-intitula pastor disse que não tinha nenhuma ligação com o episódio. O Sr. Tupirani é pastor da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo.
Entrei no site do pastor Tupirani (http://www.ogritodameianoite.spaces.live.com) e de ponta a ponto é ódio, ódio e mais ódio contra católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas e até evangélicos que não comungam com a igreja dele. No site, ele se referia à Igreja Católica como "prostituta católica". Ele também se referia a outras instituições como "prostitutas espirituais". O pastor Tupirani também estimula os jovens a tomarem uma medida contra aqueles que adoram santos. Está tudo no site.
Uma coisa é agredir alguém com palavras, o que já é ilegal. Outra coisa é quando esse ódio se manifesta numa pedra que é lançada contra um Centro Espírita ou quando alguém começa a chutar uma santa na televisão.
A sorte é que a tendência natural dos umbandistas, dos católicos e dos verdadeiros evangélicos, é uma postura de paz, quase que de compreensão. Acho muito difícil que isso acontecesse, por exemplo, numa mesquita ou numa sinagoga. Eles não fariam isso em Jerusalém, no Irã ou no Iraque. Aqui eles pensam que é fácil, pois os umbandistas são compreensivos; os católicos não tomam nenhum tipo de atitude e os presbiterianos, adventistas, metodistas e batistas não são capazes de cometer uma agressão. Mas eles como qualquer outros que venham agredir um centro ou um terreiro, podem ter certeza que serão processados e que a cadeia os aguarda. Nós não deixamos passar em branco. Estamos usando todos o artifícios legais para que eles respondam criminalmente pelo o que fizeram.
UMBANDISTAS PEDEM AJUDA À BELTRAME
O vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes reuniram-se com o Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, o Chefe do Estado Maior da PM, Cel Antonio Carlos David e o subsecretário de Polícia Civil, Ricardo Martins. O principal objetivo do encontro foi pedir ajuda das autoridades de segurança no sentido de evitar que os centros de Umbanda e Candomblé continuem sendo perseguidos por fanáticos religiosos nas comunidades do Rio de Janeiro.
Durante o encontro, o vereador Átila Nunes Neto lembrou que "a qualquer momento pode acontecer uma tragédia, já que criminosos que se auto-intitulam pastores, estão obrigando os dirigentes a fecharem as portas de seus terreiros, sob alegação de que os centros espíritas são coisa do demônio". Átila Nunes Neto também comentou sobre as denúncias que vem sendo registradas todos os dias no 'Disque Intolerância'. "Recebemos, em média, 70 ligações por dia, de pessoas denunciando que são vítimas de preconceito religioso. Mantemos a identidade de todas as pessoas sob sigilo, para que elas não sejam alvos de fanáticos", disse o vereador.
Átila Nunes Neto também chamou atenção para o fato que essa violência religiosa vai sair dos morros e alcançar os centros umbandistas dos demais bairros. O parlamentar acha fundamental que todos os policiais civis e militares tenham conhecimento dos dispositivos constitucionais que garantem o livre exercício de culto, para que quando algum umbandista vá registrar uma queixa, seja levado em conta que não apenas o Código Penal está sendo infringido, mas também, a Constituição Federal. "Todas as pessoas que forem vítimas de algum tipo de discriminação religiosa podem fazer a sua denúncia através do telefone 2461-0055. O serviço funciona 24h por dia", lembra o vereador.
Além do encontro com as autoridades de segurança, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes, também ingressaram com uma denúncia no Ministério Público contra o auto-intitulado pastor Adão José dos Santos, fundador da Igreja Pentecostal dos Milagres que afirma "converter" bandidos, os mesmos aliás, que com fuzis em mãos, estão fechando terreiros nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. A denúncia feita pelos parlamentares foi motivada após a publicação de uma série de reportagens no jornal Extra do Rio de Janeiro denunciando as perseguições religiosas. De acordo com a matéria, o "pastor" estimula as invasões aos centros umbandistas e de Candomblé através dos traficantes, incitando o ódio religioso.
DENUNCIADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PASTOR QUE ATACA CENTROS
Nesta última 2a feira, no início da noite, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, foi invadido e depredado. Quatro pessoas, acusadas do ato de vandalismo, foram presas por policiais militares do 2º BPM (Botafogo). Os detidos são membros da Igreja Geração de Jesus Cristo. De acordo com os PMs, os jovens disseram que as imagens estavam com o demônio. Por isso, eles resolveram quebrá-las - contou um dos policiais.
A invasão ao centro espírita, na Rua Bento Lisboa, 146, ocorreu por volta das 18h. Cerca de 20 pessoas aguardavam do lado de fora a abertura do templo e o início da sessão espiritual. Segundo Cristina Moreira, uma das dirigentes do centro, foi nessa hora que as quatro pessoas - três homens e uma mulher - chegaram com atitudes e palavras agressivas. "- Depois de ofender as pessoas que estavam na fila, eles nos obrigaram a abrir a porta e invadiram o centro. Em seguida, quebraram todas as imagens de santos, mesas e cadeiras - disse Cristina. "" Deus mandou a gente aqui para tirar o demônio de vocês "
O deputado Átila Nunes, membro da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e Átila Nunes Neto, coordenador do Movimento Em Defesa da Umbanda, ingressaram IMEDIATAMENTE com uma representação denúnciano Ministério Público contra o "pastor" responsável pela Igreja Geração Jesus Cristo, em razão de estimular o ódio religioso.
O telefone do Disque Intolerância Religiosa funciona 24 horas: 21-24610055
OS TALIBÃS DO RIO DE JANEIRO
O fanatismo religioso na maioria esmagadora das sociedades surge e se desenvolve em lugares onde se destaca uma população de pouca cultura e de poucos recursos. O fanatismo não é privilégio de uma única religião. O encontramos ao longo dos séculos, quando em nome de uma utopia teológica, religiosos se afastam do restante da sociedade e declaram guerra aos que se recusam a segui-los em seu sonho (ou pesadelo) religioso insano. Os conflitos com as autoridades são inevitáveis. A não ser quando o Estado passa a ser uma extensão desses movimentos fanáticos, resultando invariavelmente em genocídios.
Como explicar que em pleno século 21, uma era de progresso tecnológico e de avançada inteligência, podem sobreviver seitas de fanáticos que descarregam tanto ódio contra os que não acompanham seus pensamentos? O que causa tamanha intolerância nessa gente em relação ao restante da sociedade que se recusa a crer no que crêem? Se compararmos o fanatismo medieval que levou milhares às fogueiras da Inquisição com os tempos de hoje, observamos que a diferença é que aqueles só reagiam com violência quando provocados. Já as seitas de fanáticos contemporâneos agridem, sem serem agredidos.
Não existe qualquer diferença entre os fanáticos dos outros países com os daqui do Brasil. Quando criminosos travestidos de pastores, carregando armas "benzidas", expulsam chefes de terreiros umbandistas dos morros e perseguem moradores nas vielas das favelas, porque usam fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas ao pulso, estamos diante do embrião da polícia religiosa do Afeganistão que caça e chicoteia os que não comungam com os princípios do Islamismo.
O que ocorre hoje no Rio de Janeiro (e não duvido que em outras capitais) é a exaltação de grupos de fanáticos, por ignorância, por dinheiro - ou ambos – que professam ações violentas contra outros cidadãos, retirando-lhes o direito sagrado da liberdade de pensamento e, às vezes, de sua integridade física. E fundamentam-se na intolerância e na fé insana da verdade única, a deles, que consideram incontestáveis. No recém criado "Disque Denúncia Intolerância", no telefone 24610055 sucedem-se queixas de espíritas, umbandistas, candomblecistas, católicos e até, pasmem, evangélicos – os verdadeiros -, cansados dessas ações intolerantes que denigrem os princípios cristãos. Não é de hoje que alguns fanáticos de "seitas eletrônicas" ofendem e atacam outras religiões, inclusive a majoritária fé católica. O episódio da imagem da Santa que recebeu pontapés na TV está na memória de todos.
Mais do que o Secretário de Segurança do Rio, seguidores de todos os credos, particularmente nós, somos as maiores vítimas desses fanáticos. Aguardamos um pronunciamento enérgico do governador, autoridade máxima do nosso Estado. Não se trata mais de uma simples questão religiosa. É uma questão com reflexos profundos na liberdade dos cidadãos fluminenses. A ignorância gera o preconceito. Que gera a discriminação. Que resulta no racismo. Não é possível que não continue servindo de exemplo o genocídio judeu
UMA LINHA EM DEFESA DA NOSSA CRENÇA
Ao tomar conhecimento sobre a perseguição que traficantes auto-intitulados pastores evangélicos estariam fazendo aos terreiros nas favelas, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes entraram em contato com o Gabinete do Governador, pedindo a intervenção enérgica da Secretaria de Segurança. Segundo Átila Nunes Neto, " o assunto se reveste de gravidade por que não se restringe apenas ao cerceamento do exercício do culto. Pior: pessoas que usam simples fitinhas de N.S. Bonfim no pulso, vêm sendo obrigadas a retirá-las, sob a ameaça de que é um símbolo demoníaco."
Em razão das dificuldades encontradas pelos jornalistas em conseguir depoimentos denunciando a situação, Átila Nunes colocou no ar o "Disque Denúncia Intolerância" (21-24610055) que vem recebendo um material importantíssimo para as autoridades, sempre preservando a identidade dos denunciantes. "Independentemente dos pronunciamentos em plenário, estamos nos reunindo as autoridades máximas da Secretaria de Segurança visando traçar uma estratégia que garanta o livre exercício dos cultos religiosos no RJ, particularmente nas comunidades mais simples, como as favelas" - afirmou Átila Nunes Neto, que lembrou que "nesses quase 40 anos de mandato parlamentar de nossa família, enfrentamos - meu avô, meu pai e eu - de tudo. Desde perseguições policiais, passando pelas seitas 'eletrônicas', e agora, as dos traficantes, que já nos mandaram um recado ameaçador."
O vereador carioca lembra que os cultos afros foram perseguidos na época da colonização do Brasil pela Igreja Católica, foram perseguidos pela Polícia até 1960, quando terreiros eram invadidos, médiuns espancados e imagens quebradas, em 1980 os perseguidores passaram a ser os fanáticos das seitas 'eletrônicas' e agora perseguidos por traficantes travestidos de evangélicos os perseguem sob a ameça de armas. "Sobrevivemos a todas essas perseguições. E vamos continuar sobrevivendo, por que nenhum de nós tem medo de ameaças. Vamos mais uma vez à luta em defesa da liberdade religiosa", avisa o vereador Átila Nunes Neto.
E o que mudou de 2009 pra cá? Praticamente nada, né? Ah, sim: Puseram-se panos quentes no assunto para que se evite que o povo brasileiro, ao ver a continuidade das barbáries cointra as outras crenças, levante-se de seu sofá e faça alguma coisa contra as lideranças evangélicas fanáticas e os bandidos que estão sob comando delas.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Despregador Urgente: Evangélicos incitam pena de morte para homossexuais em Uganda!
A África concentra o maior número de países com leis antigays no mundo. São 36 nações, mais da metade do continente, que proíbem legalmente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Quatro países, Mauritânia, Nigéria, Sudão e Somália, aplicam a pena de morte para quem infringe a norma. Nos próximos dias, esse número pode aumentar para cinco, se Uganda, que já tem uma lei que rejeita o homossexualismo, aprovar um texto mais rígido para condenar a prática homossexual.
Para integrantes de organizações defensoras dos direitos homossexuais, a aprovação da lei de Uganda pode gerar um 'efeito dominó' em mais países africanos. "Esse é nosso grande medo, já que muitos países deram início a debates sobre o tema. No Quênia, processos constitucionais já retiraram conquistas positivas alcançadas antes da proposta de Uganda. A Tanzânia lançou uma campanha contra o ativismo gay, e, na Etiópia, líderes religiosos já se pronunciaram contra o apoio aos direitos homossexuais", disse em entrevista ao G1 Monica Mbaru, queniana, chefe do programa africano da Comissão Internacional pelos Direitos Gays e Lésbicos (sigla IGLHRC, em inglês).
Segundo ela, se o projeto virar lei, o perigo real e a hostilidade alcançarão níveis perigosos, levando a prisões e a justificativas para a violação dos direitos humanos.
A mesma opinião tem o secretário geral da ILGA, Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex, o italiano Renato Sabbadini. Para ele, ação parecida pode ocorrer pelo menos em Ruanda e em países que, assim como Uganda, têm uma presença forte de 'protestantes fundamentalistas'.
Igrejas e seitas protestantes - inclusive americanas - estão por trás do projeto de lei de Uganda.
Segundo uma reportagem publicada pela revista Time, ugandenses apoiadores da lei "parecem estar particularmente impressionados" com as ideias de Scott Lively, um pregador conservador da Califórnia que escreveu um livro ("The Pink Swastika") sobre o que julga serem ligações entre o nazismo e a agenda gay para a dominação do mundo. Outra reportagem, do New York Times, diz que Uganda tem se tornado um "ímã" para grupos evangélicos americanos. "Algumas das personalidades mais importantes da cristandade passaram recentemente por aqui, geralmente trazendo com eles mensagens anti-homossexuais", diz a matéria, de janeiro deste ano.
O texto do projeto de lei busca "estabelecer uma legislação consolidada para proteger a família tradicional proibindo qualquer tipo de relação entre pessoas do mesmo sexo" e ainda objetiva "proteger as crianças e adolescentes de Uganda que estão vulneráveis ao abuso sexual e desvio como resultado de mudanças culturais, de tecnologias de informação livres de censura, órfãos que podem ser criados por casais homossexuais, entre outros".
A pena para quem pratica ato sexual com pessoa do mesmo gênero é prisão perpétua. Se o caso for de 'homossexualidade agravada', que inclui sexo com menor de idade, com pessoas portadoras de AIDS, com pessoas deficientes ou um homossexual 'em série', a pena é execução.
REAÇÃO INTERNACIONAL
Além de protestos organizados por Ongs de diversos países, o presidente americano, Barack Obama, se declarou contra o projeto de lei de Uganda. Num discurso no início de fevereiro, Obama classificou o texto de 'odioso'.
Para Renato Sabbadini, a pressão internacional pode ajudar a evitar a aprovação da lei, "mas um boicote ou sanções comerciais ao país só prejudicariam os mais pobres e não quem criou a lei."
"Num longo prazo, a melhor coisa que a ajuda internacional pode fazer é ajudar as organizações locais para elas quebrarem o isolamento nessas sociedades. Se realmente querem que a homofobia termine nesses locais é preciso endossar o trabalho de organismos locais. Porque isso é uma barreira cultural, estamos falando de uma transformação cultural da sociedade e isso leva tempo."
ORIGENS DA HOSTILIDADE
Segundo Renato Sabbadini, muitas dessas leis anti-homossexuais são, na realidade, resquícios do período colonial. "Principalmente países que estiveram sob o domínio britânico e que usaram como modelo de código penal o código britânico do século XIX. É o caso de Uganda."
Monica Mbaru também cita a herança colonial, mas enfatiza que, "mesmo após a independência, muitos países mantiveram as leis, o que significa que elas servem a uma classe política específica. Os líderes políticos não têm responsabilidade pelo que fazem, pelo que falam em público e pelo que abdicam como preocupação nacional. Em muitos locais em que trabalho há poucas prisões, mas a polícia usa a lei para chantagear e extorquir indivíduos. E não há vontade política em mudar essas leis."
(Fonte: G1)
POR SORTE que o Brasil não foi colônia da Inglaterra, nem foi presa fácil dos evangélicos norte-americanos, que espalham sua podridão em nome de um Deus que eu não reconheço. Tenho amigos gays e, confesso, me revoltaria muito se um deles fosse executado por uma lei tão desumana e odiosa.
Mas as serpentes estão aí, seduzindo os incautos com sua "Teologia da Prosperidade", agrupando-os em "células", tomando tudo o que lhes pertencem para enriquecimento ilícito, dominando a Mídia nacional... Qual será o próximo golpe?
Que Deus proteja os gays da África, e mostre aos dirigentes africanos a verdadeira face dessas víboras que prometem um Deus fácil, mas vêm para jogar os pais contra os filhos, para matar e para destruir.
Os demônios são brancos e carregam uma Bíblia nas mãos...
Para integrantes de organizações defensoras dos direitos homossexuais, a aprovação da lei de Uganda pode gerar um 'efeito dominó' em mais países africanos. "Esse é nosso grande medo, já que muitos países deram início a debates sobre o tema. No Quênia, processos constitucionais já retiraram conquistas positivas alcançadas antes da proposta de Uganda. A Tanzânia lançou uma campanha contra o ativismo gay, e, na Etiópia, líderes religiosos já se pronunciaram contra o apoio aos direitos homossexuais", disse em entrevista ao G1 Monica Mbaru, queniana, chefe do programa africano da Comissão Internacional pelos Direitos Gays e Lésbicos (sigla IGLHRC, em inglês).
Segundo ela, se o projeto virar lei, o perigo real e a hostilidade alcançarão níveis perigosos, levando a prisões e a justificativas para a violação dos direitos humanos.
A mesma opinião tem o secretário geral da ILGA, Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex, o italiano Renato Sabbadini. Para ele, ação parecida pode ocorrer pelo menos em Ruanda e em países que, assim como Uganda, têm uma presença forte de 'protestantes fundamentalistas'.
Igrejas e seitas protestantes - inclusive americanas - estão por trás do projeto de lei de Uganda.
Segundo uma reportagem publicada pela revista Time, ugandenses apoiadores da lei "parecem estar particularmente impressionados" com as ideias de Scott Lively, um pregador conservador da Califórnia que escreveu um livro ("The Pink Swastika") sobre o que julga serem ligações entre o nazismo e a agenda gay para a dominação do mundo. Outra reportagem, do New York Times, diz que Uganda tem se tornado um "ímã" para grupos evangélicos americanos. "Algumas das personalidades mais importantes da cristandade passaram recentemente por aqui, geralmente trazendo com eles mensagens anti-homossexuais", diz a matéria, de janeiro deste ano.
O texto do projeto de lei busca "estabelecer uma legislação consolidada para proteger a família tradicional proibindo qualquer tipo de relação entre pessoas do mesmo sexo" e ainda objetiva "proteger as crianças e adolescentes de Uganda que estão vulneráveis ao abuso sexual e desvio como resultado de mudanças culturais, de tecnologias de informação livres de censura, órfãos que podem ser criados por casais homossexuais, entre outros".
A pena para quem pratica ato sexual com pessoa do mesmo gênero é prisão perpétua. Se o caso for de 'homossexualidade agravada', que inclui sexo com menor de idade, com pessoas portadoras de AIDS, com pessoas deficientes ou um homossexual 'em série', a pena é execução.
REAÇÃO INTERNACIONAL
Além de protestos organizados por Ongs de diversos países, o presidente americano, Barack Obama, se declarou contra o projeto de lei de Uganda. Num discurso no início de fevereiro, Obama classificou o texto de 'odioso'.
Para Renato Sabbadini, a pressão internacional pode ajudar a evitar a aprovação da lei, "mas um boicote ou sanções comerciais ao país só prejudicariam os mais pobres e não quem criou a lei."
"Num longo prazo, a melhor coisa que a ajuda internacional pode fazer é ajudar as organizações locais para elas quebrarem o isolamento nessas sociedades. Se realmente querem que a homofobia termine nesses locais é preciso endossar o trabalho de organismos locais. Porque isso é uma barreira cultural, estamos falando de uma transformação cultural da sociedade e isso leva tempo."
ORIGENS DA HOSTILIDADE
Segundo Renato Sabbadini, muitas dessas leis anti-homossexuais são, na realidade, resquícios do período colonial. "Principalmente países que estiveram sob o domínio britânico e que usaram como modelo de código penal o código britânico do século XIX. É o caso de Uganda."
Monica Mbaru também cita a herança colonial, mas enfatiza que, "mesmo após a independência, muitos países mantiveram as leis, o que significa que elas servem a uma classe política específica. Os líderes políticos não têm responsabilidade pelo que fazem, pelo que falam em público e pelo que abdicam como preocupação nacional. Em muitos locais em que trabalho há poucas prisões, mas a polícia usa a lei para chantagear e extorquir indivíduos. E não há vontade política em mudar essas leis."
(Fonte: G1)
POR SORTE que o Brasil não foi colônia da Inglaterra, nem foi presa fácil dos evangélicos norte-americanos, que espalham sua podridão em nome de um Deus que eu não reconheço. Tenho amigos gays e, confesso, me revoltaria muito se um deles fosse executado por uma lei tão desumana e odiosa.
Mas as serpentes estão aí, seduzindo os incautos com sua "Teologia da Prosperidade", agrupando-os em "células", tomando tudo o que lhes pertencem para enriquecimento ilícito, dominando a Mídia nacional... Qual será o próximo golpe?
Que Deus proteja os gays da África, e mostre aos dirigentes africanos a verdadeira face dessas víboras que prometem um Deus fácil, mas vêm para jogar os pais contra os filhos, para matar e para destruir.
Os demônios são brancos e carregam uma Bíblia nas mãos...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Laicismo: a partir de onde, até onde
Autor: Pedro Almeida (Blog Radiação de Fundo)
Com a recente e inesperada crítica de um evangélico a uma lei que institui o “Dia do Evangélico” no país, volta à tona o significado e o papel do Estado laico, ou seja, com a igreja efetivamente separada, seja esta igreja de qualquer natureza.
Longe de ser ateísmo do Estado, o laicismo luta não pela exclusão de todos os cultos e religiões, mas pela convivência de todos estes dentro da nação, no entanto sem conceder privilégios a nenhum deles. Em miúdos: o Estado não interfere na religião, a religião não interfere no Estado e todo mundo fica feliz.
O problema é que para certos cultos, o simples fato de privilégios não poderem ser concedidos, por força constitucional, é uma afronta. A luta incessante da Igreja Católica em manter o ensino religioso é um ótimo exemplo de como uma instituição chega a se fantasiar de ovelha para esconder a pele de lobo: ao defender que a religião é pilar moral da sociedade, a Igreja Católica não somente exclui os irreligiosos de serem pessoas retas e morais por si só, como também implica que religião na educação é primordial. Isto não é só uma afronta à liberdade religiosa, que inclui a liberdade de não professar nenhuma religião; é um pretexto esdrúxulo para uma instituição decadente de praticar proselitismo sob concessão estatal, fingindo de ensino religioso para angariar fiéis.
O ensino religioso é exemplo clássico de uma instituição religiosa majoritária e com poder no Brasil tentando passar por cima do laicismo para pregar sua doutrina. Os livros religiosos utilizados em escolas públicas são claramente excludentes quanto à diversidade de cultos do país. A Igreja claramente defende o ensino religioso porque ele é ensino cristão.
O que estas instituições parecem não entender é o outro lado da moeda. Não parecem ver que a separação entre igreja e Estado é boa para todos os cultos, pois respeita a individualidade de cada um deles. Imagine se o Estado interferisse na hora cívica de escolas confessionais cristãs, instituindo que, ao lado de uma leitura da Bíblia, deveria haver uma leitura do Corão e dos Vedas, alegando que, por serem o cristianismo, islamismo e hinduísmo as três religiões mais difundidas no mundo, isto seria interessante para a integração religiosa com o resto do planeta. Da mesma forma como não querem interferência no que professam e pregam, não podem requerer para si o mesmo poder de interferência.
No caso do ensino confessional em específico, já há grande controvérsia. Deve-se defender que, de fato, seja ensinada a doutrina da instituição ou deve-se defender a isenção disto? Ora se a escola é confessional, o ensino em si, no entanto, é “bem” público. É como uma concessão de ensinar: escolas confessionais são isentas de imposto, sob o pretexto de serem instituições filantrópicas, no entanto são privadas e possuem, em geral, altas mensalidades. Em tese, o excedente de dinheiro arrecadado deve, obrigatoriamente, ser revertido à educação, exclusivamente (o que provavelmente nem acontece). Em suma, o Estado lhes concede o direito de ensinar em troca de isenção de impostos. Por que, então, poderia lhes ser concedido o direito de também pregar esta ou aquela religião, se educação é “bem” público e o Estado é laico? Pior, por que deveria lhes ser permitido ensinar “teorias” falsas tais qual o criacionismo? Afinal, o ensino é público ou não, independente da instituição que presta este serviço?
A questão de até onde ou a partir de onde se aplica o laicismo também pode ser estendida às repartições públicas, obras públicas e forças armadas. É legítimo uma capela e capelão num quartel ou base militar? Não seria isto dinheiro público sendo gasto em proselitismo e a favor de uma religião em específico? A Secular Coalition for America aponta que, nos EUA, 21% do serviço ativo são ateus. Dos religiosos, 35% são protestantes e 22% são católicos, havendo outras minorias que somam 11,5%. Um em cada cinco é ateu. No Brasil, não encontrei números. Mas usando como exemplo, numa diversidade religiosa tão uniformemente distribuída, é realmente legítimo endossar capelas? E pior, lá já houve caso de punição de soldados que se negaram a participar do que os militares chamam de “fitness espiritual”, termo que designa a promoção do cristianismo evangélico através de concertos e que tem forte cunho nacionalista, chegando quase a imprimir uma jihad cristã. Isto é proselitismo patrocinado com dinheiro público, com direito a punição de quem é contra ter religião enfiada goela abaixo. É endossar a repressão da livre escolha religiosa.
Criar o “Dia do Evangélico” pode até não ser uma grave violação do princípio do laicismo, mas, sob a mesma bandeira de endossar publicamente certos cultos, seria possível e legítimo vermos o “Dia do Judeu”, ou “Dia do Católico” (é, não existe), “Dia dos Orixás” junto ao já existente “Dia de Todos-os-Santos” ou até mesmo o “Dia do Satanista”? Sob que pretextos seriam endossadas ou proibidas as criações destas datas comemorativas?
É coerente dizer que endossar um culto em detrimento de outro é segregar. Apelar à maioria católica ou cristã como argumento de defesa é uma falácia. O Estado não existe para legislar para a maioria, mas para todos. Todos são iguais perante a lei, como já diz a mesma constituição que institui que o Brasil é leigo. A separação entre cultos e Estado não protege alguém desta ou daquela religião, mas protege a religião ou irreligiosidade de cada um. Cada um é livre para professar seu credo, a Constituição somente nos assegura que isto não pode ser feito de forma pública e patrocinada pelo Estado; resta-nos questionar: até onde a liberdade de livre culto pode ser usada como argumento sem estuprar o laicismo?
O Paraíso é mais quente que o Inferno
Tradução/adaptação: Pedro Almeida
(tradução adaptada de http://www.lhup.edu/~dsimanek/hell.htm)
(Do Blog Radiação de Fundo )
(tradução adaptada de http://www.lhup.edu/~dsimanek/hell.htm)
A temperatura do Paraíso pode ser calculada de forma até que bem precisa. Nossa fonte e autoridade é a Bíblia, citando Isaías 30:26, que diz sobre o Paraíso o seguinte:
“E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior como a luz de sete dias (…)”
Portanto, o Paraíso recebe da Lua tanta radiação quanto a Terra recebe do Sol, e, ainda por cima, recebe também 7 x 7 vezes mais radiação do que a Terra recebe do Sol (sete dias vezes sete vezes a radiação, igual a 49 vezes mais radiação). Somando, dá-se que o Paraíso recebe destes astros 50 vezes mais radiação que a Terra recebe, no total.
A luz que recebemos da Lua na Terra é 1/10.000 do que recebemos do Sol, portanto podemos ignorar esta parte, assumindo só recebermos radiação do Sol. Com estes dados, podemos calcular a temperatura do Paraíso: a radiação que é absorvida pelo Paraíso vai aquecê-lo até o ponto em que ele entrar em equilíbrio e o calor emitido por irradiação for igual ao calor recebido por irradiação, por unidade de tempo. Em outras palavras, o Paraíso perde 50 vezes mais calor que a Terra perde, por irradiação térmica. Isto implica que sua temperatura é maior que a da Terra, e pode ser calculada pela lei de quarta potência de Stefan-Boltzmann para radiação emitida/recebida por um corpo negro, em determinada temperatura, aplicada aos dois lugares e racionalizadas:
onde TP é a temperatura absoluta do Paraíso e TT é a temperatura absoluta da Terra, em Kelvins; jP e jT são os fluxos radiantes respectivos (em watts), que no caso do Paraíso é 50 vezes o da Terra, como mencionado pelo profeta (jP=50.jT).
A temperatura na Terra pode ser dita como sendo 300 K, aproximadamente (27° C). Resolvendo para TP, o valor de temperatura no Paraíso encontrado é de 798 K, ou 525° C.
A temperatura exata do Inferno não pode ser computada de forma similar, mas deve ser menos que 444,8° C, a temperatura na qual o enxofre vaporiza-se, transformando-se de líquido para gás. Para tal asserção, tomemos Apocalipse, 21:8, que diz:
“Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”
Note que esta bela passagem inclui os ateus. Mas retomando nosso ponto, para que um lago seja constituído de enxofre derretido, é obviamente necessário que ele se encontre ainda na forma líquida e, portanto, abaixo de sua temperatura de ebulição, que é 444,8 ° C. Acima deste valor, haveria uma nuvem de vapor, e não um lago de enxofre.
Temos desta forma uma temperatura no Paraíso de 525° C. A temperatura no Inferno é inferior a este valor, 445° C aproximadamente.
Portanto, o Paraíso é mais quente que o Inferno.
quod erat demonstrandum
(Do Blog Radiação de Fundo )
Deus nos livre de um Brasil evangélico
(Por Ricardo Gondim, pastor da Igreja evangélica Betesda)
Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.
Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).
Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.
Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?
Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?
Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.
Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.
Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?
Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.
Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.
Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.
Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.
O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.
Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.
Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.
Não tenho muito o que dizer deste homem que, além de tudo, é pastor evangélico da Igreja Betesda. Quem me dera se TODOS os pastores do Brasil fossem como ele. Li uma entrevista dele na revista CartaCapital, e vim correndo atrás do referido artigo. O cara, lógico, foi apontado como "o Herege da vez", e muito hostilizado no meio evangélico.
Mas quer saber? Esse cara tá certo. Ele é um dos 10% dos evangélicos que usam o cérebro e sabem equilibrar (e conciliar) fé e razão. Dou a ele todo meu apoio.
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