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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

[PENUMBRA LIVROS] Frater Optimus e o Terrorismo Religioso




Frater Optimus
O colunista Frater Optimus faz parte de uma espécie em extinção: é um mago das antigas. Por conta da idade avançada e de ter sido criado em “outros tempos”, suas opiniões costumam ser controversas. Mas vale a pena ver o que ele tem a dizer – na pior das hipóteses, ele vai te dar material para refletir.
Nessa semana, Frater Optimus fala sobre a onda de terrorismo religioso que está se abatendo sobre nosso país.
Era só o que me faltava. Eu já tinha ouvido falar do caso em que tacaram fogo na Casa do Mago, no Rio de Janeiro (ainda bem que ninguém se machucou). Mas ainda mais recente e assustador foi esse caso dos bandidos que invadiram um terreiro e fizeram um verdadeiro terrorismo com os participantes do culto. Para mim, essa foi a gota d’água.
Vou resumir a história.
Parque Flora, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Um grupo de traficantes armados, dizendo estar a serviço de Jesus, invade um terreiro de candomblé. Chegaram mijando nas imagens, mandando o pai de santo destruir as estátuas, arrebentar as guias, quebrar as garrafas com oferendas. Filmaram tudo, e divulgaram em redes sociais a evidência do crime, para mostrar para todo mundo como eles são malandrões. Uma citação ipsis literis de um dos bandidos (de um dos filmes divulgados):
É só um diálogo [nota: “diálogo” é o nome do taco de baseball que o cretino está usando para ameaçar o pai de santo] que eu tô tendo com vocês, na próxima vez eu mato! Safadeza, pilantragem! Primeiramente é Jesus! Quando vocês forem bater cabeça aí na casinha do cachorro, vocês primeiro pedem licença a Jesus! Vocês não sabem que o “mano” não quer macumba aqui? Tá peitando por quê? Por que a gente tirou a boca dali? Arrebenta tudo! Eu sou da honra e glória de Jesus! Pensa por que eu não tô na favela essa porra vai continuar? Já avisei! Se eu pegar de novo ou tentar construir esse caralho de novo, eu vou matar!
Sim, vocês não leram errado. O camarada se diz “da honra e glória de Jesus”, que deveria ser um símbolo universal de amor e tolerância, e diz que se não fizer o que ele está mandando, vai matar.
Vou repetir mais uma vez, caso você não tenha entendido: diz que vai matar. Em nome de Jesus.
E esse foi um caso só. Mas na mesma região, a mesma coisa se repetiu sete vezes em menos de dois meses. Sete vezes. Dois meses. Mais ou menos uma vez por semana. Percebo um padrão.
Eu te pergunto, leitor: o que diferencia esse tipo de atitude dos Traficantes de Jesus dos malucos do Estado Islâmico? Estou perguntando a você, porque para mim não tem diferença nenhuma. Os dois estão impondo sua visão de mundo sobre os outros na base da força, levando a intolerância religiosa às últimas consequências, e “resolvendo diferenças” na base do terrorismo.
Mas voltando à vaca fria. Os Traficantes de Jesus podem ser bizarros, absurdos, e até burros, mas uma coisa é certa. Esses bandidos sabem fugir da lei. E o artifício que eles estão usando é roubar tudo que tem de valor nos terreiros depois de espalharem o terror. Porque assim o crime deles passa a ser enquadrado como roubo comum, e não como intolerância religiosa. E a polícia (muitos policiais compartilham da mesma crença dos bandidos) tem mais liberdade para fazer vista grossa. Bem criativo.
Mas não interessa a tecnicalidade da classificação do delito. Isso é, sim, intolerância religiosa. E terrorismo. E com certeza não é o fruto da intensa espiritualidade de um grupo de inocentes meliantes que vendem tóxicos para crianças. Não. Isso é fruto de lavagem cerebral que algum pastor ou igreja está fazendo, sistematicamente.
Essa lavagem cerebral já pode parecer uma coisa terrível, e um motivo para grande preocupação, mas existe uma coisa ainda mais séria por trás de tudo isso. Esses casos não são isolados. São sintomas de que nosso país está se transformando em uma teocracia.
Você pode achar que eu estou ficando maluco, que o Estado é laico, que o que eu estou dizendo não faz sentido. E se esse for o caso, saiba que eu não me importo nem um pouco com a sua opinião. Nós estamos virando uma teocracia, sim.
E sabe de quem é a culpa?
Sua.
O culpado não é você como indivíduo. É você como Povo. A culpa é minha também, eu me incluo nisso. Nós, o Povo, estamos elegendo cada vez mais evangélicos, para tudo quanto é cargo público. Eu estou há muitas décadas participando do processo democrático, não me lembro de todo candidato em que votei. Mas posso me orgulhar de que se algum dia votei em um evangélico , foi algum evangélico que simplesmente segue essa fé, sem fazer dela uma plataforma de campanha.
Porque eu tenho consciência de que nem todo evangélico é – perdoem a expressão – um filho da puta. Mas quem manipula as massas usando a fé como ferramenta, faz lavagem cerebral nas massas, incentiva e acoberta esse tipo de crime é, sim, filho da puta. E bandido. E terrorista. E precisa ser tratado como tal.
O maior mal que hoje acomete o Brasil, como Estado, não é a simples corrupção. É a corrupção e a bandidagem associadas à construção (lenta, porém constante) de uma teocracia. Me perdoem os incomodados, mas não vou parar de usar essa palavra. Se continuarmos nesse ritmo, o Estado Islâmico vai ficar para trás em pouco tempo. O Terror terá um novo nome: Estado Universal, Estado do Renascimento de Cristo, Estado Neopentecostal. Não sei qual vai ser o nome, mas a maior ameaça a esse país são os crentes, e isso tende a piorar.
Ah, Frater Optimus, você está reclamando de intolerância, mas está sendo intolerante!
Repito: nem todo evangélico é um filho da puta. A maioria, na verdade, são pessoas comuns (nem melhores nem piores do que eu e você), que seguem uma fé que as ajuda a levar suas vidas adiante. E, acredite se quiser, eu respeito isso. O que eu não respeito e não tolero são:
  • Os ditos “líderes” religiosos que comandam essas pessoas comuns, colocam elas para fazer seu serviço sujo, roubam seus dízimos e muito mais na base do medo, e ainda as usam como massa de manobra em um projeto a longo prazo de perpetuação de poder e construção de uma teocracia;
  • Os bandidos e terroristas que só precisam de um empurrãozinho, um motivo, e – com o perdão do trocadilho – um Amém para fazerem suas atrocidades, com a bênção de Jesus.
Ué, Frater Optimus, mas se só os líderes e os terroristas são o problema, porque esse discurso de ódio contra os evangélicos? E por que o problema somos nós, o Povo?
Se você está fazendo essas perguntas de coração, meu discurso de ódio e minha intolerância são contra você! Deixa de ser burro! Malandro só se cria onde existe trouxa para enganar. Deixe de ser trouxa! Acorde os trouxas que estão ao seu lado! Faça alguma coisa! Não deixe o Brasil virar o novo Estado Islâmico! Acorda pra cuspir!

Link original:

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Caça às Bruxas: Mulher morre após ser jogada em FOGUEIRA por grupo religioso na Nicarágua

 

Uma mulher morreu nesta terça-feira (28) em um hospital da Nicarágua após não suportar as queimaduras em todo o corpo após ter sido jogada em uma fogueira por um grupo religioso que acreditava que ela estava "possuída", informaram seus familiares. 

A mulher, identificada como Vilma Trujillo García, de 25 anos, foi amarrada e jogada em uma fogueira na quinta-feira passada, em um ritual da igreja evangélica Assembleia de Deus, confirmou seu marido, Reynaldo Peralta. 

O homem relatou que sua esposa foi despida, amarrada junto à fogueira, e posteriormente empurrada em direção à mesma. 

A Polícia Nacional prendeu o pastor Juan Gregorio Rocha Romero e quatro supostos cúmplices, que são apontados como responsáveis pelo crime. 

O incidente aconteceu na comunidade rural de El Cortezal, no município de Rosita, na Região Autônoma Caribe Norte (RACN), no nordeste da Nicarágua. 

A mulher chegou a ser transferida para um hospital na capital Manágua, mas com poucas chances de continuar viva, afirmou Peralta. 

Vilma era mãe de duas meninas, de acordo com seu marido. 

Comentário do Ondashiz: Ué, voltou a Caça às Bruxas e eu não tô sabendo? Você aí, com medo de "satanistas", "muçulmanos", Nova Ordem Mundial, o diabo-a-4, e o verdadeiro perigo está na igreja evangélica mais próxima.Cuidado quando aquele seu colega pastor te chamar pra um churrasco... A carne a ser posta no fogo pode ser a TUA!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Menino diabético morre de FOME após pais evangélicos obrigarem o filho a fazer jejum

Adolescente de 15 anos foi encontrado pesando apenas 16 quilos, teve infecção generalizada e acabou morrendo devido aos mais tratos.

Um adolescente de 15 anos morreu após ser obrigado pelos pais a fazer jejum. Alexandru Radita sofria com diabetes e foi encontrado pesando apenas 16kg, quando morreu de sepse bacteriana como resultado da fome. O caso aconteceu na Romênia.

Emil Radita, de 59 anos, e Rodica Radita, de 53 anos, pais do adolescente, não deixaram que os médicos tratassem o menino de sua diabetes e o deixaram morrer depois de sofrer com a extrema fome. Eles eram membros fanáticos de uma igreja pentecostal romena.

De acordo com informações da polícia, o casal evangélico se recusou a chamar uma ambulância e oraram por duas horas antes de decidirem levar o adolescente para o hospital.

Alexandru havia sido levado pelos serviços sociais anteriormente. Entretanto, os pais conseguiram recuperar a guarda do filho um ano depois. Eles se recusavam a acreditar que o garoto sofria com diabetes.

Sr. e a Sra. Radita pretendiam isolar Alex de qualquer pessoa que pudesse intervir ou monitorar seu tratamento com insulina", disse a promotora de justiça responsável pelo caso ao site de notícias 'Metro'

Em um telefonema para os serviços de emergência, o pai disse que tinha voltado para casa do trabalho e descobriu que seu filho "não respirava".

Alexandru morreu em 2013, mas seus pais só foram levados à justiça em 2017. A negligência com relação ao menino tinha sido tão grande, que até mesmo seus dentes tinham apodrecido, de acordo com o médico legista Jeffery Gofton.

Gofton acrescentou que as reservas de gordura e músculos estavam tão baixas que ele não conseguia lutar contra a infecção que o matou. Os pais foram condenados à prisão perpétua.

domingo, 15 de janeiro de 2017

[DESPREGADOR URGENTE] Homem com Aids doa tudo à Universal, família passa fome e polícia é acionada





Caberá à polícia de Vilhena investigar uma denúncia contra a Igreja Universal do Reino de Deus apresentada nesta quarta-feira, 26, pela esposa de um fiel da denominação na cidade. O caso, no entanto, tem contornos dramáticos, e envolve muito mais que um suposto estelionato religioso.

Através de pessoas que conhecem o caso, a equipe de reportagem obteve detalhes da história do homem de 38 anos, que descobriu em 2009 ser portador do vírus HIV, mas que acredita estar curado da doença graças à militância na igreja do bispo Edir Macedo.

O paciente se tratou até o ano passado no Serviço de Atendimento Especializado (SAE), em Vilhena, mas desistiu da terapia para seguir as orientações do pastor da Universal, que prometia livrá-lo do “vírus da Aids” através de orações.

Mesmo suspendendo voluntariamente a medicação, o homem sempre retornava ao SAE quando tinha uma recaída. “Ele chegava com diarréia ou pneumonia, decorrentes da ação do HIV, mas não aceitava tomar os medicamentos contra o vírus. A gente, então, tratava apenas os sintomas, pois o paciente dizia que estava curado ‘em nome de Jesus’”, confirma uma servidora da entidade.

Ontem, assistentes sociais descobriram que o fanatismo religioso do portador do HIV está comprometendo toda a família: a esposa resolveu desabafar e contar que o marido já doou quase tudo à Igreja Universal em troca da cura.

E a mulher só resolveu fazer as revelações porque, além de já estar faltando comida em casa, o companheiro anunciou que, nos próximos dias, “entregaria no altar” o único bem que lhe restou: a casa onde todos vivem

Ao relatar o caso na polícia, a esposa do fiel revelou que ele já doou uma moto e entrega à igreja os dois benefícios que garantem a sobrevivência da família: as pensões que o INSS paga para ele próprio (em decorrência da doença) e para a filha, menor de idade e portadora de deficiência mental. A criança tem 7 anos e frequenta a APAE.

Acompanhando o caso e tentando evitar que o homem morra em decorrência da Aids e a família dele de fome, o SAE vai orientar a esposa a entregar ao pastor da Universal uma cópia da ocorrência registrada na polícia e o recorte de uma reportagem mostrando que a mesma denominação já foi condenada por um episódio parecido.

Comentário do Despregador:
PARASITAS!!! Estes VERMES da Igreja Universal, da Mundial, e das outras que as inspiraram e suas dissidências, deviam ser todos PRESOS e condenados a trabalhos forçados em minas de nióbio!
Valdemiro sobreviveu a uma facada, uma lástima,mas isso foi só o começo de algo que está começando no Brasil, e vai ficar pior que na Irlanda do Norte na década de 80 (Quem é da época se lembra...).

segunda-feira, 2 de março de 2015

DESPREGADOR URGENTE: Eu avisei, não avisei?

Primeiramente, minhas sinceras desculpas pelo longo tempo afastado. Eu estava envolvido em projetos particulares e não tinha tempo para continuar a minha luta.

Mas isto aqui foi tão de lascar que eu tenho que postar, mesmo não tendo tempo!

Lembra quando eu avisava de que estavam planejando criar uma milícia evangélica? pois é, o rabino... Digo, o "bispo" Edir Macedo, aquele que toma banho numa banheira de ouro maciço e diz que aquilo é pra "conversar com Deus", e faz seus cultos vestido de rabino, aprontou mais essa. Vou deixar uma foto e um vídeo, que falarão por si próprios.


Formação de “exército evangélico” provoca polêmica nas redes sociais


Projeto de recrutamento de jovens faz parte da Igreja Universal do Reino de Deus


Circulam na internet vídeos polêmicos que mostram jovens marchando fardados e em posição de ordem em um templo religioso de uma igreja evangélica. No vídeo, eles recebem comandos de um suposto bispo da igreja, e respondem “o altar” a perguntas como “o que é que vocês querem?”. Até a representação de um ‘escudo militar’ com a sigla G.A (Gladiadores do Altar) é utilizada pelo grupo.
Em um dos vídeos publicados pela própria igreja no Facebook, está um que recebeu mais de 220 mil visualizações até o momento da publicação deste artigo. Nos comentários, é possível notar a preocupação de várias pessoas com o que seria a formação de uma ‘ditadura evangélica’ no Brasil. A semelhança com rituais praticados pelo exército de Hitler na época do Nazismo, ou mais atualmente pelo Estado Islâmico, cujas práticas principais são dominar o mundo com um só pensamento – que consideram o único verdadeiro – e aniquilar quem pensa diferente, também é lembrada. Foi manifestada preocupação com a força que uma alienação religiosa pode levar alguns a fazer em nome de ‘Deus’, como a formação de membros intolerantes como os de grupos que fazem o EI e Al-Qaeda.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Cabeça Vazia, Oficina do Diabo!"

Quem nunca teve uma vó, tia, mãe ou mesmo professora do Primário que soltou essa pérola de sabedoria em algum momento de sua vida? Conhecimento antigo, que hoje deve estar perdido em algum texto de algum blog obscuro da internet, pra ser mais otimista.

Pois, estamos acompanhando as notícias cada vez mais inflamadas, sobre declarações cada vez mais polêmicas de Marco Feliciano e a sua patota "defensora da Moral e dos Bons Costumes" (Mentchêêêra!), que joga mais gasolina na fogueira, talvez pra ver se consegue fazer a "Fogueira Santa de Israel" maior que a da Universal.

Mas acredite, Feliciano e sua corja não são o mais preocupante dessa esbórnia religiosa toda. O mais preocupante são os "rebeldes sem causa", que veem alguém causando polêmica e, com suas CABEÇAS VAZIAS, simplesmente abraçam a causa do cara sem raciocinar - Afinal, se raciocinassem, eles teriam algo na cabeça além de vento e cabelo - e começam a, apaixonadamente, concordar com tudo o que ele fala, e com tudo que seja ao contrário do que as pessoas que protestam dizem.

Trocando em miúdos, discursos de ódio e morte aos homossexuais e repressão a negros e mulheres já começam a pipocar nas teias da internet de todo o Brasil. Procure, por exemplo, o Yahoo, e ache uma notícia envolvendo o nome de Feliciano. Odes de ódio aos gays são derramadas sem o menor pudor. Atacam gratuitamente Jean Wyllys e Daniela Mercury, prometendo mares de porrada ou chuvas de balas (E não tô falando do doce!), veem no Feliciano o novo Messias e, todo mundo sabe, "Cabeça Vazia, Oficina do Diabo!"

De meros posts carregados de ódio em sites como o Yahoo, para atentados terroristas contra minorias - Que, ironicamente, deveriam ser defendidas na Comissão dos Direitos Humanos, à qual, infelizmente, Marco Feliciano foi posto para presidir - são dois centavos.

Esses cabeças vazias nem evangélicos devem ser, mas precisam de um bode expiatório para depositar a culpa sobre todos os males que assolam o Brasil e o mundo. E, assim como foi com os comunistas e socialistas durante o regime militar, os gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes serão os bodes expiatórios, as novas Bruxas, nesta nova onda de ódio descerebrado e irracional. E teremos uma legislação Ugandesa, para ser bem otimista, graças à bancada evangélica e à parcela da população que possui uma cabeça vazia e apoia essa bancada sem questionar.

E não serão apenas os que possuem conduta sexual diferente da idealizada na Bíblia que serão alvos de ódio por parte dos "evangélicos 90%". Todo e qualquer grupo que não esteja de acordo com o modelo de conduta "cristã" está na mira deles. Isso inclui os ateus, agnósticos, minorias religiosas, minorias étnicas (Sujou de novo, negada!), "vermelhos" (De novo!), anarquistas, punks, hippies (será que ainda existem?), naturistas, roqueiros, tribos jovens em geral, índios, benzedeiras (De novo!), e a longo prazo, professores, cientistas, médicos, católicos e mesmo os evangélicos 10%.

E, se você acha que é impossível um país liberal e tolerante como o Brasil chegar a um nível "afegão"... Veja como era o Afeganistão em 1970, e como é hoje...

sexta-feira, 29 de março de 2013

DESPREGADOR URGENTE! Proposta que enterra o Estado Laico no Brasil pode ser aprovada na Câmara!

Câmara pode aprovar proposta que dá fim ao Estado Laico no Brasil. Comissão de Constituição e Justiça já aprovou permissão para religiosos interferirem nas leis brasileiras

Se é que existe a laicidade no Brasil, onde, pelo menos teoricamente, a religião não interfere no Estado, ela está para ter seu fim. Isso porque na manhã desta quarta-feira, 27 de março, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição 99/11, do deputado João Campos (PSDB-GO / foto abaixo).
joão campos bancada evangélica
Proposta do deputado João Campos (PSDB) põe fim ao estado laico no Brasil

A proposta inclui as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal. Ou seja, religiosos poderão questionar decisões judiciais como a legalidade da união estável para casais de mesmo sexo, aprovada no Supremo em maio de 2011.
O texto segue para ser votado em plenário e, se aprovado, segue para votação no Senado Federal. A Ementa da PEC 99/11 versa que caso o texto seja aprovado ele “Acrescenta ao art. 103, da Constituição Federal, o inciso X, que dispõe sobre a capacidade postulatória das Associações Religiosas para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal”.

Leia abaixo a matéria da Agência Câmara

CCJ aprova admissibilidade de PEC que autoriza entidade religiosa a questionar lei no STF
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, nesta quarta-feira (27), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 99/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), que inclui as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre estas entidades estão, por exemplo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e a Convenção Batista Nacional.
A proposta será analisada por uma comissão especial e, em seguida, votada em dois turnos pelo Plenário.

Autores
Hoje, só podem propor esse tipo de ação:
- o presidente da República;
- a Mesa do Senado Federal;
- a Mesa da Câmara dos Deputados;
- a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
- governador de Estado ou do Distrito Federal;
- o procurador-geral da República;
- o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
- partido político com representação no Congresso Nacional; e
- confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

Fonte: Pragmatismo Político

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Polícia Civil do Rio prende pastor que chefiava bando de milicianos

O pastor da Igreja Deus é a Luz
era temido até pelos milicianos
A Polícia Civil prendeu hoje (6) o pastor Dijanio Aires Diniz, conhecido como Pastor, por ser o chefe da milícia “Liga da Justiça”, uma das mais violentas do Rio de Janeiro.

O Pastor usava o seu templo, a Igreja Pentecostal Deus é a Luz, em Campo Grande, para comandar a organização que atuava em cinco bairros da zona oeste do Rio.

Em conjunto com o Ministério Público do Estado, na operação batizada de “Pandora 2”, a polícia prendeu preventivamente 13 pessoas acusadas de serem da Liga, incluindo o ex-PM Carlos Henrique Garcia Ramos, o Henrique, que dividia o comando da organização com o Pastor.

Todos foram denunciados (acusação formal) à Justiça pelo Ministério Público por formação de quadrilha, agiotagem e extorsão. A Liga emprestava dinheiro com a cobrança de juros de até 30% ao mês.

A organização explorava o transporte alternativo (em peruas) e máquinas caça-níqueis, vendia ilegalmente combustíveis e cobrava dos moradores uma “taxa de segurança”.

A brutalidade do Pastor era tanta, que até os integrantes da Liga tinham medo dele.

Em uma conversa gravada com ordem judicial, o miliciano e ex-PM José Luis Cordeiro Cavalcante da Silva, o Bolt, do núcleo de agiotagem, disse que tinha uma granada para se defender do Pastor, no caso de haver um desentendimento sério entre eles.

Na mesma conversa, o miliciano afirmou que temia que Pastor mandasse matar um devedor.

Fonte: Paulopes

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DESPREGADOR URGENTE: PF prende fanático religioso que anunciou ataque à UnB


Blogueiro Emerson Rodrigues é acusado de racismo e homofobia
Em seu blog, Rodrigues
prega a justiça divina
A PF (Polícia Federal) prendeu em Curitiba (PR) na manhã desta quinta-feira (22) o blogueiro Emerson Eduardo Rodrigues (foto), 34, por pregar racismo e homofobia e anunciar um ataque a estudantes de ciências sociais da UnB (Universidade de Brasília). Contra ele, há mais de 70 mil denúncias no site Safernet.org, um recorde.

A polícia também prendeu Marcelo Valle Silveira Mello, amigo de Rodrigues. Ele mora em Brasília, mas estava em Curitiba quando a polícia o localizou. Os dois são os responsáveis pelo planejando do ataque à universidade.

Rodrigues é o autor do blog “O perdedor mais foda do Mundo”. Ele assina os posts como "Silvio Koerich". Esse nome seria de uma pessoa com quem Rodrigues travou uma discussão em um fórum racista há dois anos.

Um dos mais recentes posts do blog — que até o começo da tarde de hoje ainda está no ar — afirma que os dois iriam massacrar negros e homossexuais e que, por isso, deixariam de atualizar o blog.

O conteúdo do blog revela que Rodrigues é um cristão fanático, além de homofóbico, racista e anticomunista.

No post de título “Que a justiça brasileira coma fezes”, onde diz que por telefone pode “mandar dar um tiro na mãe daquela bichona” [o deputado Jean Wyllys], ele afirma que “SÓ D’EUS PODE ME JULGAR. OS IMPUROS NÃO PODEM ME TOCAR.”

O nome de Rodrigues, que é engenheiro, e o seu endereço em Curitiba já tinham sido divulgados pelos hackers do grupo Anonymous. O fanático dizia em seu blog que estava no exterior.

A Polícia Federal estava acompanhando o fanático havia algum tempo e resolveu prendê-lo agora por causa da ameaça do ataque à UnB. No local onde foi preso, havia rascunho de um mapa de uma casa noturna próxima da UnB onde supostamente ocorreria o ataque.

Títulos de alguns de seus posts recentes: “Jovens ateus: pobres iludidos”, “Todas as mulheres são putas, inclusive a minha mãe” e “Está na hora de começar a agir, deixar o ódio fluir”.
Até agora, nenhum advogado falou à imprensa em nome dos detidos. Rodrigues possivelmente vai alegar que tudo não passa de uma brincadeira e, em sua defesa, deverá invocar a liberdade de expressão. 
Blog incita a violência e prega justiça divina 


Com informação das agências e do blog do Rodrigues.


Fonte: Paulopes

sábado, 20 de outubro de 2012

Talibã evangélico: Candidata crente promete a pastores eliminar católicos da cidade, fechar templos de outras religiões e financiar igrejas evangélicas.


A carta a seguir é parte da campanha no estilo “Dick Vigarista” da então candidata, e agora eleita, vice-prefeita da cidade mineira de Ibirité – a pastora Dolores da Igreja do Evangelho Quadrangular.

A missiva foi distribuída SOMENTE AOS PASTORES da IEQ e demais clérigos que compareceram aos encontros promovidos pela candidata Dolores. Atenção para a orientação ao final da carta (“Esta carta é extremamente secreta, não entregue. Cópia dela (sic) deve ser lida nos cultos do último domingo antes das eleições como combinamos na reunião. EXIJA O VOTO DE SEU REBANHO.”):




O endereço do remetente não deixa dúvidas sobre a autoria da carta: Conselho Politico RUA FREITAS DE OLIVEIRA, 192 – Alvorada – Ibirité, MG. Conselho político? É isto que há neste endereço? O Google responde:

Igreja agora virou comite eleitoral?  E por que não? Se muitas viraram covil de ladrões, comite eleitoral está é bom demais!
 
O texto é assustador. Promete cercear a liberdade religiosa dos católicos, destruir seus lugares de devoção, impedir a abertura de novas igrejas e ainda ameaça fazer lavagem cerebral nas escolas. Garante que ira usar recursos públicos para tolher a liberdade religiosa alheia e ainda financiar as igrejas evangélicas! 

Diante de tudo o que li e vejo, sou obrigado a concordar com quem disse: “Deus me livre de um Brasil evangélico!”. Eu não quero viver num país assim! Se este é o projeto dos “evangélicos”, eu me pergunto qual seria o projeto do anticristo? Alguém imaginaria Jesus tentando converter alguém no fio da espada? Impedindo algum sacerdote de fazer o sepultamento de um samaritano? Tendo publicanos desviando impostos para o "reino"? Creio que não!

É preciso deixar claro que este é um caso de polícia. As práticas referidas nesta carta ferem diversos dispositivos constitucionais e a lei eleitoral. Estamos encaminhando o link deste post para o ministério público de Minas Gerais e para o Tribunal Regional eleitoral, esperando que sejam tomadas as devidas providências contra esta quadrilha instalada na cidade mineira de Ibirité, sob a fachada de uma igreja evangélica.

A vice-prefeita foi eleita pelo PSDB, mas é o caso de impugnar a candidatura e barrar a sua posse e a do prefeito eleito, o senhor Pinheirinho, seu aliado no esquema.

Que vergonha! Que saudade da perseguição! 





Com informações da matéria de Neilton Domingues em Paraessesdias.



NOTA DO EDITOR (NO CASO, O AUTOR ORIGINAL)



A vice-prefeita  Dolores de Oliveira Souza recebeu por e-mail desta redação uma cópia da carta (no caso um folheto) que nos foi enviado por um morador da cidade de Ibirité após ter tido conhecimento do caso através da fonte da internet referida abaixo. Genizah pediu uma declaração a respeito e, não obtendo resposta após 12 horas, entramos em contato telefônico com a IEQ referida no endereço da carta. Nesta oportunidade,  o funcionário que nos informou que a pastora Dolores não se encontrava e informou DESCONHECER o panfleto-carta. Pedimos retorno.

Hoje, através de outros veículos, a pastora Dolores, informa ser  vítima de uma calúnia puramente de perseguição política a fim de impedir a sua eleição - que já ocorreu muito antes do escândalo chegar a internet-, contudo, ao contrario do funcionário que nos atendeu EM SUA IGREJA,  informa que tal carta, de fato, EXISTE, mas nega a sua autoria:  "Aqui em minha cidade foram jogadas na calada da noite dois dias antes da eleição tais cartas nas ruas."  Genizah franquia à pastora Dolores o direito de resposta e também aguarda a confirmação da identidade dos pastores que afirmam ter participado da tal reunião de obtenção de votos.

Cabe a justiça identificar o verdadeiro autor da carta e aqueles que a teriam espalhado nas ruas. O nosso exemplar do documento, ao contrário, não foi "catado"nas ruas, mas nos foi enviada por um membro indignado da da IEQ, denominação da própria pastora. O referido membro não participou das reuniões de pastores, mas afirma ter presenciado,  por diversas vezes,  o pedido de votos para a coligação feito nos púlpitos da IEQ  mesmo local onde teve acesso ao panfleto (após as eleições). 

Esperamos sinceramente que a origem da carta seja, de fato, outra. 




Pelo sim, pelo não, a seguir a pastora Dolores trazendo as bençãos do "Sinhô" para a campanha do  do prefeito Pinheirinho (PSDB), "a quem o próprio deus plantou em Ibirité". Avaliem o vídeo e julguem se tal carta é ou não plausível no escopo da campanha ungida. Outrossim a nobre candidata afirma que ocupará a prefeitura com até três secretários de sua própria igreja. O discurso é puro proselitismo política misturado com teologia de quinta. Finalmente, solicito especial atenção ao minuto 3:35, onde a tal reunião política com lideranças eclesiásticas é, pela, própria boca, da candidata avençada. Quem têm ouvidos, ouça!


Fonte: Genizah

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Grife cristã usava pessoas em condições análogas à escravidão



Oficina clandestina da Talita Kume
Na oficina insalubre  havia crianças e adolescentes
Fiscais da SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) de São Paulo resgataram no mês passado oito bolivianos (havia mulheres entre eles) que confeccionam roupas femininas em condições análogas à escravidão para a grife coreana Talita Kume. 

O site da grife informa que a empresa foi criada em 2004 por uma família cristã e que o nome Talita Kume tinha saído da Bíblia.

logo da Talita Kume
O nome da grife foi tirado da Bíblia, de
uma fala de Jesus, em Marcos 5:41
“Estavam [integrantes da família] pesquisando nomes, quando em uma noite um dos sócios leu uma passagem da Bíblia que, coincidentemente, um outro sócio tinha lido na mesma noite: “E, tomando a mão da menina, Jesus disse: “Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te”. Marcos 5:41.

A sede da Talita Kume fica no Bom Retiro, bairro central de São Paulo. Os bolivianos moravam e trabalhavam em um sobrado na zona norte da cidade e eram controlados por um casal. Havia “talitas” (crianças e adolescentes) entre eles. Os portões da casa-oficina ficavam trancados.

As jornadas de trabalho eram exaustivas e o salário, uma miséria. Os bolivianos ganhavam R$ 1 por peça costurada. Os donos da oficina a repassavam à Talita Kume por R$ 3,80, em média. No dia em que houve a fiscalização, uma pessoa estava costurando um vestido que na loja é vendido na média de R$ 50.

Os fiscais contaram com o apoio do pessoal da Receita Federal, Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, Receita Federal, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e Ministério Público Estadual. Foi uma operação que envolveu outras oficinas clandestinas.
A empresa está registrada com o nome de Confecções Talita Kume Ltda. Ela usava o trabalho em condições de escravidão havia pelo menos cinco anos.

A grife deletou hoje (13) em seu site a página onde expunha a sua "responsabilidade social". Mas a sua descrição ainda constava no Google: “A Talita Kume acredita que responsabilidade social deve estar no DNA de marcas que se preocupam com a sociedade. Por isso, apoia o Abrigo Livre Ser”.

Abrigo Livre Ser é uma organização não governamental mantida pelo pastor Juliano Son, da Comunidade Missionária, com a "missão de oferecer abrigo e proteção a crianças em situação de risco".

Empresa deleteou sua "responsabilidade social"


Com informação e foto do Repórter Brasil.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Lembra-se?





Como a memória do brasileiro é curta...
Agora, eles estão em Moçambique, e o que eles queriam aqui, eles consguiram lá: Colocaram um membro como Presidente do país.
Se Moçambique era um dos países mais miseráveis da CPLP, agora ferrou de vez!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Professora evangélica prega em aula e aluno sofre bullying na escola

Adolescente e seus pais em casa (Foto: Tiago Silva/DGABC) 


Adolescente de 15 anos passou a ser vítima de bullying e intolerância religiosa como resultado de pregação evangélica realizada pela professora de História Roseli Tadeu Tavares de Santana. Aluno do 2º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Antonio Caputo, no Riacho Grande, em São Bernardo, o garoto começou a ter falta de apetite, problemas na fala e tiques nervosos.
Ele passou a ser alvo de colegas de classe porque é praticante de candomblé e não queria participar das pregações da professora, que faz um ritual antes de começar cada aula: tira uma Bíblia e faz 20 minutos de pregação evangélica aos alunos. O adolescente, que no ano passado começou a ter aulas com ela, ficava constrangido. Seu pai, o aposentado Sebastião da Silveira, 64 anos, é sacerdote de cultos afros. Neste ano, por não concordar com a pregação, decidiu não imitar os colegas. Eles perceberam e sua vida mudou.

Desde janeiro, ele sofre ataques. Primeiro, uma bola de papel lhe atingiu as costas. Depois, ofensas graves aos pais, que resolveram agir. "Ficamos abalados", disse Silveira. "A própria escola não deu garantias de que meu filho terá segurança."

O garoto estuda na unidade desde a 5ª série. Poucos sabiam de sua crença. E quem descobria se afastava.Da professora, ouviu que pregação religiosa fazia parte do seu método. Roseli não quis comentar sobre o caso.

A Secretaria Estadual da Educação promete que a Diretoria de Ensino de São Bernardo irá apurar a história e reconhece que pregar religião é proibido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Na escola, os alunos reclamam da prática. "Não aprendi nada com ela. Só que teria de ter a mesma religião que ela", disse um menino de 16 anos.


‘Nossas crianças não têm direito a ter uma identidade. São discriminadas'

A presidente da Afecab (Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros), Maria Campi, anunciou que dará amplo suporte à família de Magno pelo que o garoto vem sofrendo. "Nossas crianças não têm direito a ter uma identidade. São discriminadas quando usam as vestimentas. Falta estudar mais as culturas africanas", completou.

Um registro de ocorrência foi feito no 4º DP (Riacho Grande), e a Comissão de Liberdade Religiosa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o Ministério Público foram acionados. "O Estado brasileiro é laico e não pode promover uma religião específica através de seus agentes. É preciso compreender a importância do respeito à escolha do próximo", disse a presidente da comissão, Damaris Moura.

"Escola não é lugar para se fazer pregação", definiu Carlos Brandão, doutor em Educação pela Unesp (Universidade Estadual Paulista). "O superior que está permitindo isso não está só indo contra a lei, mas sim prejudicando a moral dos alunos."

Até mesmo pais evangélicos de alunos do local criticam a postura. "Nunca foi falado em casa que ela fazia isso. Senão eu reclamaria, é errado", disse a doméstica Edemilda Silva, 46 anos, moradora do Capelinha. Seu filho, 13, está na 8ª série do Ensino Fundamental e confirmou a atitude da professora. "Se quiser ouvir a palavra, vou na igreja. "

Fonte: Yahoo!

Eles estão atacando em todas as frentes, e sua apelação não tem limites. Estão fazendo pregação agressiva, hostil, e quem discordar é perseguido.

Precisamos fazer algo. E urgente.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sem palavras... [7]

Arábia Saudita: Onde ainda se matam bruxas em nome de Deus.

Uma mulher, condenada à morte por bruxaria, foi decapitada nesta segunda-feira, anunciou o ministério saudita do Interior em um comunicado, citado pela agência oficial SPA.
Amina bent Abdelhalim Nassar foi executada na província de Jawf (norte).
A prática de bruxaria é estritamente proibida pelo Islã.
Esta decapitação eleva a 73 o número de execuções na Arábia Saudita desde o mês de janeiro.
O estupro, o homicídio, a apostasia (Abandono da religião), o roubo a mão armada e o tráfico de drogas são passíveis de pena capital na Arábia Saudita, que aplica estritamente a sharia (lei islâmica).

A praga da "santa" Inquisição ainda existe na Arábia Saudita, e pelo visto perdurará por um bom tempo.
Tal ditadura já teria perdido a coroa há décadas, não fosse o país aliado político-militar e principal fornecedor de petróleo para os EUA. Ou seja, a Arábia é a mão que alimenta o maior dos cães de guerra.

A sharia é desumana, e a seita Wahab, de cunho sunita, que domina a Arábia Saudita, é a mais intolerante de todas as vertentes islâmicas. Uma espécie de Igreja Universal misturada com TFP e Opus-Dei (Ambas vertentes católicas radicais). No meu artigo anterior, comentei sobre os punks presos na Indonésia, pois na Arábia Saudita eles perderiam suas cabeças, pois o punk é tido como alguém que abandonou sua religião, e abandono da religião é condenável com pena de morte por lá.

Outros casos de lugares onde se cometem crueldades em nome da religião existem em todo o mundo, mas a Arábia Saudita é um caso à parte, pois as crueldades são institucionalizadas, e eles são apoiados pela máquina de Guerra que compra seu petróleo. Ou seja, não há o que fazer contra as atrocidades que partem de Riyadh. Só lamentar. E torcer para que a Arábia Saudita seja um exemplo claro para o povo não só do Brasil, mas de todo o mundo, da merda que dá unir religião e Estado.

Que Deus receba a alma de Amina bent Abdelhalim Nassar em glória no Paraíso, dando a ela um lugar entre os mártires.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Casal gay é agredido por ordens de pastor

Um casal gay de Gibson County alega ter sido atacado quando eles tentaram participar de um culto na Grace Fellowship Church em Fruitland, na quarta passada.

"Eu ia tirar a chave da ignição e subitamente ouvi alguém gritar 'pega eles!," disse Jerry Pittman Jr, residente de Gibson County.

Pittman alegou que o ataque foi ordenado pelo pastor da igreja, Jerry Pittman, seu pai.

"Meu pai pedi para meu tio e dois outros diáconos se aproximarem do carro. Meu tio me bateu contra a porta do carro enquanto o diácono empurrava meu namorado para que ele não pudesse me ajudar, socando-o no rosto e no peito. O outro diácono me agrediu pelas costas através da janela do carro," continou Pittman. Ele também disse que ninguém ao redor prestou assistência, e que o diácono gritou insultos homofóbicos mesmo depois da polícia chegar. Os policiais não tentaram impedir que os diáconos continuassem gritando.

"Se eu estivesse na cena eu não teria permitido que eles gritassem. O oficial não deveria ter permitido, se foi isso o que aconteceu," disse o xerife de Gibson County, Chuck Arnold.

Pittman disse que nem ele nem Lee podiam abrir um boletim de ocorrência enquanto continuassem na igreja.

"Eu ainda não falei com ele, mas isso não parece algo que o meu oficial diria a menos que eles mesmos estivessem causando problemas", respondeu o xerife Arnold.

Na sexta-feira, o casal abriu um processo contra os diáconos Billy Sims e Eugene McCoy. Pittman também está processando seu pai e o diácono Patric Flatt. A advogada do pastor Pittman contatou ABC 7 Eyewitness News por telefone e informou que não tinha comentários a fazer e ordenou que não contatássemos o pastor.


Notícia original aqui.

Vale lembrar que os EUA são o país mais intolerante do mundo em respeito à religião. Absurdos como as igrejas de Edir Macedo e Silas Malafaia tiveram origem das igrejas pentecostais, que surgiram lá. os absurdos que se vê na Nigéria e outros cantos "cristãos" da África vieram diretamente dos missionários norte-americanos.
Vejo uma guerra civil entre essa "laia" e as minorias religiosas/sexuais/raciais, uma vez que, para eles, o verdadeiro Americano é hetero, branco e "cristão".

Vejo um novo tipo de nazismo surgir nos EUA, o "Nazismo de Cristo". O bicho vai pegar por aquelas bandas.

sábado, 23 de julho de 2011

Noruega

(Do Yahoo!)
O homem que abriu fogo contra um grupo de jovens acampados numa ilha ao norte de Oslo, capital da Noruega, ontem, realizou disparos por 1 hora e meia antes de se render a um grupo especial da polícia. O atacante foi identificado como Anders Behring Breivik, de 32 anos.
A polícia disse que 85 pessoas, muitas das quais adolescentes, foram mortas na ilha de Utoya, onde 600 pessoas estavam no momento do ataque. O ministro de Relações Exteriores Jonas Gahr Store estima que dezenas de pessoas estejam hospitalizadas por causa dos ferimentos. Segundo a polícia, quatro ou cinco pessoas ainda estão desaparecidas. Mergulhadores fazem buscas ao redor da ilha.
Sobreviventes disseram que se esconderam e fugiram nadando da ilha para escapar do atirador. As vítimas descreveram o episódio como um "banho de sangue". "Não havia para onde fugir, apenas a água, e quando as pessoas tentavam nadar, ele atirava nelas", disse Dana Barzingi em entrevista à emissora norueguesa NRK.
Em entrevista ao jornal Dagbladet, Torbjorn Vereide, de 22 anos, disse que o atacante atirava duas vezes em cada vítima, para ter certeza que ela estava morta. "Ele parecia muito concentrado. Ele agiu com calma e escolhia as vítimas uma por uma. As pessoas estavam deitadas no chão e ele passava por cima delas e então atirava em suas costas."
Vereide disse que ele se escondeu do assassino num local perto da margem, juntamente com outros jovens. "No início, havia cerca de 30 pessoas lá. Quando o atirador terminou de disparar, apenas cinco de nós ainda estavam vivos."
O ataque ocorreu após uma explosão no centro de Oslo, onde sete pessoas morreram. As autoridades ainda não identificaram a razão do ataque, mas disseram que o suspeito visitou sites de fundamentalistas cristãos e pertenceu à juventude de um partido de direita. A polícia afirmou que o atirador falou sobre o episódio e admitiu ter feito os disparos na ilha. Segundo os policiais, ele contratou um advogado, mas seu defensor não quer que seu nome seja divulgado.
A despeito do choque provocado pelos ataques, a Noruega não elevou o nível de alerta para atentados na capital e na ilha de Utoya, informou o Ministério de Justiça. O ministro Knut Storberget acrescentou que o governo mantém uma comunicação constante com a polícia e que continua avaliando a situação. "O debate sobre o nível de alerta prossegue". As informações são da Associated Press e da Dow Jones. 

É isso aí... Os fundamentalistas cristãos, aliados a juventudes de partidos de direita, estão começando a tocar o terror. Avisei, não avisei? Tô avisando já faz tempo...
Vale lembrar que a Noruega é um país de maioria protestante, ou seja, evangélica. Justamente por isso, as seitas fundamentalistas permeiam facilmente na sociedade e, quando vai se perceber, já é tarde demais.

E aqui no Brasil, elementos desse pedigree se manifestam abertamente e escandalosamente em apoio a radicais como Bolsonaro. Que se ORGULHAM de serem xenófobos, racistas e o escambau. Quanto tempo levará para que o Brasil tenha um episódio parecido com o da Noruega, senão pior?
Se é que já não teve, e foi mascarado por motivações políticas?

sábado, 11 de junho de 2011

Igrejas barbarizam outras religiões

(Postado por Juan Pizarro Escalona no dia 27 de Outubro de 2009, neste blog. )

28 ANOS DE INTOLERÂNCIA

Estamos completando 28 anos de intolerância religiosa. Tudo começou na década de 80, onde emissoras de rádio e programas de televisão começaram a destilar ódio contra umbandistas, contra católicos e contra membros de outras religiões. No Estado do Rio de Janeiro uma geração inteira nasceu e cresceu, sendo ensinada a ter ódio de espíritas, católicos e até dos verdadeiros evangélicos.

Nos últimos meses, tivemos casos de traficantes nas favelas, com fuzis, se intitulando neopentecostais, fechando os terreiros de Umbanda e proibindo qualquer tipo de manifestação referente às religiões afro-brasileiras. É evidente que de neopentecostal eles não têm nada, porque eu não acredito que um evangélico vá utilizar um fuzil para fechar um templo.

O episódio mais recente de intolerância religiosa não sai da nossa memória. No dia 04 de junho, quatro jovens da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo invadiram e depredaram um Centro Espírita, localizado no bairro do Catete. No dia seguinte ao episódio, um homem chamado Tupirani Hora Lores, que se auto-intitula pastor disse que não tinha nenhuma ligação com o episódio. O Sr. Tupirani é pastor da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo.

Entrei no site do pastor Tupirani (http://www.ogritodameianoite.spaces.live.com) e de ponta a ponto é ódio, ódio e mais ódio contra católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas e até evangélicos que não comungam com a igreja dele. No site, ele se referia à Igreja Católica como "prostituta católica". Ele também se referia a outras instituições como "prostitutas espirituais". O pastor Tupirani também estimula os jovens a tomarem uma medida contra aqueles que adoram santos. Está tudo no site.

Uma coisa é agredir alguém com palavras, o que já é ilegal. Outra coisa é quando esse ódio se manifesta numa pedra que é lançada contra um Centro Espírita ou quando alguém começa a chutar uma santa na televisão.

A sorte é que a tendência natural dos umbandistas, dos católicos e dos verdadeiros evangélicos, é uma postura de paz, quase que de compreensão. Acho muito difícil que isso acontecesse, por exemplo, numa mesquita ou numa sinagoga. Eles não fariam isso em Jerusalém, no Irã ou no Iraque. Aqui eles pensam que é fácil, pois os umbandistas são compreensivos; os católicos não tomam nenhum tipo de atitude e os presbiterianos, adventistas, metodistas e batistas não são capazes de cometer uma agressão. Mas eles como qualquer outros que venham agredir um centro ou um terreiro, podem ter certeza que serão processados e que a cadeia os aguarda. Nós não deixamos passar em branco. Estamos usando todos o artifícios legais para que eles respondam criminalmente pelo o que fizeram.


UMBANDISTAS PEDEM AJUDA À BELTRAME


O vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes reuniram-se com o Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, o Chefe do Estado Maior da PM, Cel Antonio Carlos David e o subsecretário de Polícia Civil, Ricardo Martins. O principal objetivo do encontro foi pedir ajuda das autoridades de segurança no sentido de evitar que os centros de Umbanda e Candomblé continuem sendo perseguidos por fanáticos religiosos nas comunidades do Rio de Janeiro.

Durante o encontro, o vereador Átila Nunes Neto lembrou que "a qualquer momento pode acontecer uma tragédia, já que criminosos que se auto-intitulam pastores, estão obrigando os dirigentes a fecharem as portas de seus terreiros, sob alegação de que os centros espíritas são coisa do demônio". Átila Nunes Neto também comentou sobre as denúncias que vem sendo registradas todos os dias no 'Disque Intolerância'. "Recebemos, em média, 70 ligações por dia, de pessoas denunciando que são vítimas de preconceito religioso. Mantemos a identidade de todas as pessoas sob sigilo, para que elas não sejam alvos de fanáticos", disse o vereador.

Átila Nunes Neto também chamou atenção para o fato que essa violência religiosa vai sair dos morros e alcançar os centros umbandistas dos demais bairros. O parlamentar acha fundamental que todos os policiais civis e militares tenham conhecimento dos dispositivos constitucionais que garantem o livre exercício de culto, para que quando algum umbandista vá registrar uma queixa, seja levado em conta que não apenas o Código Penal está sendo infringido, mas também, a Constituição Federal. "Todas as pessoas que forem vítimas de algum tipo de discriminação religiosa podem fazer a sua denúncia através do telefone 2461-0055. O serviço funciona 24h por dia", lembra o vereador.

Além do encontro com as autoridades de segurança, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes, também ingressaram com uma denúncia no Ministério Público contra o auto-intitulado pastor Adão José dos Santos, fundador da Igreja Pentecostal dos Milagres que afirma "converter" bandidos, os mesmos aliás, que com fuzis em mãos, estão fechando terreiros nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. A denúncia feita pelos parlamentares foi motivada após a publicação de uma série de reportagens no jornal Extra do Rio de Janeiro denunciando as perseguições religiosas. De acordo com a matéria, o "pastor" estimula as invasões aos centros umbandistas e de Candomblé através dos traficantes, incitando o ódio religioso.

DENUNCIADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PASTOR QUE ATACA CENTROS

Nesta última 2a feira, no início da noite, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, foi invadido e depredado. Quatro pessoas, acusadas do ato de vandalismo, foram presas por policiais militares do 2º BPM (Botafogo). Os detidos são membros da Igreja Geração de Jesus Cristo. De acordo com os PMs, os jovens disseram que as imagens estavam com o demônio. Por isso, eles resolveram quebrá-las - contou um dos policiais.

A invasão ao centro espírita, na Rua Bento Lisboa, 146, ocorreu por volta das 18h. Cerca de 20 pessoas aguardavam do lado de fora a abertura do templo e o início da sessão espiritual. Segundo Cristina Moreira, uma das dirigentes do centro, foi nessa hora que as quatro pessoas - três homens e uma mulher - chegaram com atitudes e palavras agressivas. "- Depois de ofender as pessoas que estavam na fila, eles nos obrigaram a abrir a porta e invadiram o centro. Em seguida, quebraram todas as imagens de santos, mesas e cadeiras - disse Cristina. "" Deus mandou a gente aqui para tirar o demônio de vocês "

O deputado Átila Nunes, membro da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e Átila Nunes Neto, coordenador do Movimento Em Defesa da Umbanda, ingressaram IMEDIATAMENTE com uma representação denúnciano Ministério Público contra o "pastor" responsável pela Igreja Geração Jesus Cristo, em razão de estimular o ódio religioso.

O telefone do Disque Intolerância Religiosa funciona 24 horas: 21-24610055


OS TALIBÃS DO RIO DE JANEIRO


O fanatismo religioso na maioria esmagadora das sociedades surge e se desenvolve em lugares onde se destaca uma população de pouca cultura e de poucos recursos. O fanatismo não é privilégio de uma única religião. O encontramos ao longo dos séculos, quando em nome de uma utopia teológica, religiosos se afastam do restante da sociedade e declaram guerra aos que se recusam a segui-los em seu sonho (ou pesadelo) religioso insano. Os conflitos com as autoridades são inevitáveis. A não ser quando o Estado passa a ser uma extensão desses movimentos fanáticos, resultando invariavelmente em genocídios.

Como explicar que em pleno século 21, uma era de progresso tecnológico e de avançada inteligência, podem sobreviver seitas de fanáticos que descarregam tanto ódio contra os que não acompanham seus pensamentos? O que causa tamanha intolerância nessa gente em relação ao restante da sociedade que se recusa a crer no que crêem? Se compararmos o fanatismo medieval que levou milhares às fogueiras da Inquisição com os tempos de hoje, observamos que a diferença é que aqueles só reagiam com violência quando provocados. Já as seitas de fanáticos contemporâneos agridem, sem serem agredidos.

Não existe qualquer diferença entre os fanáticos dos outros países com os daqui do Brasil. Quando criminosos travestidos de pastores, carregando armas "benzidas", expulsam chefes de terreiros umbandistas dos morros e perseguem moradores nas vielas das favelas, porque usam fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas ao pulso, estamos diante do embrião da polícia religiosa do Afeganistão que caça e chicoteia os que não comungam com os princípios do Islamismo.

O que ocorre hoje no Rio de Janeiro (e não duvido que em outras capitais) é a exaltação de grupos de fanáticos, por ignorância, por dinheiro - ou ambos – que professam ações violentas contra outros cidadãos, retirando-lhes o direito sagrado da liberdade de pensamento e, às vezes, de sua integridade física. E fundamentam-se na intolerância e na fé insana da verdade única, a deles, que consideram incontestáveis. No recém criado "Disque Denúncia Intolerância", no telefone 24610055 sucedem-se queixas de espíritas, umbandistas, candomblecistas, católicos e até, pasmem, evangélicos – os verdadeiros -, cansados dessas ações intolerantes que denigrem os princípios cristãos. Não é de hoje que alguns fanáticos de "seitas eletrônicas" ofendem e atacam outras religiões, inclusive a majoritária fé católica. O episódio da imagem da Santa que recebeu pontapés na TV está na memória de todos.

Mais do que o Secretário de Segurança do Rio, seguidores de todos os credos, particularmente nós, somos as maiores vítimas desses fanáticos. Aguardamos um pronunciamento enérgico do governador, autoridade máxima do nosso Estado. Não se trata mais de uma simples questão religiosa. É uma questão com reflexos profundos na liberdade dos cidadãos fluminenses. A ignorância gera o preconceito. Que gera a discriminação. Que resulta no racismo. Não é possível que não continue servindo de exemplo o genocídio judeu


UMA LINHA EM DEFESA DA NOSSA CRENÇA

Ao tomar conhecimento sobre a perseguição que traficantes auto-intitulados pastores evangélicos estariam fazendo aos terreiros nas favelas, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes entraram em contato com o Gabinete do Governador, pedindo a intervenção enérgica da Secretaria de Segurança. Segundo Átila Nunes Neto, " o assunto se reveste de gravidade por que não se restringe apenas ao cerceamento do exercício do culto. Pior: pessoas que usam simples fitinhas de N.S. Bonfim no pulso, vêm sendo obrigadas a retirá-las, sob a ameaça de que é um símbolo demoníaco."

Em razão das dificuldades encontradas pelos jornalistas em conseguir depoimentos denunciando a situação, Átila Nunes colocou no ar o "Disque Denúncia Intolerância" (21-24610055) que vem recebendo um material importantíssimo para as autoridades, sempre preservando a identidade dos denunciantes. "Independentemente dos pronunciamentos em plenário, estamos nos reunindo as autoridades máximas da Secretaria de Segurança visando traçar uma estratégia que garanta o livre exercício dos cultos religiosos no RJ, particularmente nas comunidades mais simples, como as favelas" - afirmou Átila Nunes Neto, que lembrou que "nesses quase 40 anos de mandato parlamentar de nossa família, enfrentamos - meu avô, meu pai e eu - de tudo. Desde perseguições policiais, passando pelas seitas 'eletrônicas', e agora, as dos traficantes, que já nos mandaram um recado ameaçador."

O vereador carioca lembra que os cultos afros foram perseguidos na época da colonização do Brasil pela Igreja Católica, foram perseguidos pela Polícia até 1960, quando terreiros eram invadidos, médiuns espancados e imagens quebradas, em 1980 os perseguidores passaram a ser os fanáticos das seitas 'eletrônicas' e agora perseguidos por traficantes travestidos de evangélicos os perseguem sob a ameça de armas. "Sobrevivemos a todas essas perseguições. E vamos continuar sobrevivendo, por que nenhum de nós tem medo de ameaças. Vamos mais uma vez à luta em defesa da liberdade religiosa", avisa o vereador Átila Nunes Neto.


E o que mudou de 2009 pra cá? Praticamente nada, né? Ah, sim: Puseram-se panos quentes no assunto para que se evite que o povo brasileiro, ao ver a continuidade das barbáries cointra as outras crenças, levante-se de seu sofá e faça alguma coisa contra as lideranças evangélicas fanáticas e os bandidos que estão sob comando delas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Despregador Urgente: Evangélicos incitam pena de morte para homossexuais em Uganda!

A África concentra o maior número de países com leis antigays no mundo. São 36 nações, mais da metade do continente, que proíbem legalmente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Quatro países, Mauritânia, Nigéria, Sudão e Somália, aplicam a pena de morte para quem infringe a norma. Nos próximos dias, esse número pode aumentar para cinco, se Uganda, que já tem uma lei que rejeita o homossexualismo, aprovar um texto mais rígido para condenar a prática homossexual.

Para integrantes de organizações defensoras dos direitos homossexuais, a aprovação da lei de Uganda pode gerar um 'efeito dominó' em mais países africanos. "Esse é nosso grande medo, já que muitos países deram início a debates sobre o tema. No Quênia, processos constitucionais já retiraram conquistas positivas alcançadas antes da proposta de Uganda. A Tanzânia lançou uma campanha contra o ativismo gay, e, na Etiópia, líderes religiosos já se pronunciaram contra o apoio aos direitos homossexuais", disse em entrevista ao G1 Monica Mbaru, queniana, chefe do programa africano da Comissão Internacional pelos Direitos Gays e Lésbicos (sigla IGLHRC, em inglês).

Segundo ela, se o projeto virar lei, o perigo real e a hostilidade alcançarão níveis perigosos, levando a prisões e a justificativas para a violação dos direitos humanos.

A mesma opinião tem o secretário geral da ILGA, Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex, o italiano Renato Sabbadini. Para ele, ação parecida pode ocorrer pelo menos em Ruanda e em países que, assim como Uganda, têm uma presença forte de 'protestantes fundamentalistas'.

Igrejas e seitas protestantes - inclusive americanas - estão por trás do projeto de lei de Uganda.

Segundo uma reportagem publicada pela revista Time, ugandenses apoiadores da lei "parecem estar particularmente impressionados" com as ideias de Scott Lively, um pregador conservador da Califórnia que escreveu um livro ("The Pink Swastika") sobre o que julga serem ligações entre o nazismo e a agenda gay para a dominação do mundo. Outra reportagem, do New York Times, diz que Uganda tem se tornado um "ímã" para grupos evangélicos americanos. "Algumas das personalidades mais importantes da cristandade passaram recentemente por aqui, geralmente trazendo com eles mensagens anti-homossexuais", diz a matéria, de janeiro deste ano.

O texto do projeto de lei busca "estabelecer uma legislação consolidada para proteger a família tradicional proibindo qualquer tipo de relação entre pessoas do mesmo sexo" e ainda objetiva "proteger as crianças e adolescentes de Uganda que estão vulneráveis ao abuso sexual e desvio como resultado de mudanças culturais, de tecnologias de informação livres de censura, órfãos que podem ser criados por casais homossexuais, entre outros".

A pena para quem pratica ato sexual com pessoa do mesmo gênero é prisão perpétua. Se o caso for de 'homossexualidade agravada', que inclui sexo com menor de idade, com pessoas portadoras de AIDS, com pessoas deficientes ou um homossexual 'em série', a pena é execução.

REAÇÃO INTERNACIONAL
Além de protestos organizados por Ongs de diversos países, o presidente americano, Barack Obama, se declarou contra o projeto de lei de Uganda. Num discurso no início de fevereiro, Obama classificou o texto de 'odioso'.

Para Renato Sabbadini, a pressão internacional pode ajudar a evitar a aprovação da lei, "mas um boicote ou sanções comerciais ao país só prejudicariam os mais pobres e não quem criou a lei."

"Num longo prazo, a melhor coisa que a ajuda internacional pode fazer é ajudar as organizações locais para elas quebrarem o isolamento nessas sociedades. Se realmente querem que a homofobia termine nesses locais é preciso endossar o trabalho de organismos locais. Porque isso é uma barreira cultural, estamos falando de uma transformação cultural da sociedade e isso leva tempo."

ORIGENS DA HOSTILIDADE
Segundo Renato Sabbadini, muitas dessas leis anti-homossexuais são, na realidade, resquícios do período colonial. "Principalmente países que estiveram sob o domínio britânico e que usaram como modelo de código penal o código britânico do século XIX. É o caso de Uganda."

Monica Mbaru também cita a herança colonial, mas enfatiza que, "mesmo após a independência, muitos países mantiveram as leis, o que significa que elas servem a uma classe política específica. Os líderes políticos não têm responsabilidade pelo que fazem, pelo que falam em público e pelo que abdicam como preocupação nacional. Em muitos locais em que trabalho há poucas prisões, mas a polícia usa a lei para chantagear e extorquir indivíduos. E não há vontade política em mudar essas leis."
(Fonte: G1)


POR SORTE que o Brasil não foi colônia da Inglaterra, nem foi presa fácil dos evangélicos norte-americanos, que espalham sua podridão em nome de um Deus que eu não reconheço. Tenho amigos gays e, confesso, me revoltaria muito se um deles fosse executado por uma lei tão desumana e odiosa.

Mas as serpentes estão aí, seduzindo os incautos com sua "Teologia da Prosperidade", agrupando-os em "células", tomando tudo o que lhes pertencem para enriquecimento ilícito, dominando a Mídia nacional... Qual será o próximo golpe?

Que Deus proteja os gays da África, e mostre aos dirigentes africanos a verdadeira face dessas víboras que prometem um Deus fácil, mas vêm para jogar os pais contra os filhos, para matar e para destruir.

Os demônios são brancos e carregam uma Bíblia nas mãos...