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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

[PENUMBRA LIVROS] Frater Optimus e o Terrorismo Religioso




Frater Optimus
O colunista Frater Optimus faz parte de uma espécie em extinção: é um mago das antigas. Por conta da idade avançada e de ter sido criado em “outros tempos”, suas opiniões costumam ser controversas. Mas vale a pena ver o que ele tem a dizer – na pior das hipóteses, ele vai te dar material para refletir.
Nessa semana, Frater Optimus fala sobre a onda de terrorismo religioso que está se abatendo sobre nosso país.
Era só o que me faltava. Eu já tinha ouvido falar do caso em que tacaram fogo na Casa do Mago, no Rio de Janeiro (ainda bem que ninguém se machucou). Mas ainda mais recente e assustador foi esse caso dos bandidos que invadiram um terreiro e fizeram um verdadeiro terrorismo com os participantes do culto. Para mim, essa foi a gota d’água.
Vou resumir a história.
Parque Flora, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Um grupo de traficantes armados, dizendo estar a serviço de Jesus, invade um terreiro de candomblé. Chegaram mijando nas imagens, mandando o pai de santo destruir as estátuas, arrebentar as guias, quebrar as garrafas com oferendas. Filmaram tudo, e divulgaram em redes sociais a evidência do crime, para mostrar para todo mundo como eles são malandrões. Uma citação ipsis literis de um dos bandidos (de um dos filmes divulgados):
É só um diálogo [nota: “diálogo” é o nome do taco de baseball que o cretino está usando para ameaçar o pai de santo] que eu tô tendo com vocês, na próxima vez eu mato! Safadeza, pilantragem! Primeiramente é Jesus! Quando vocês forem bater cabeça aí na casinha do cachorro, vocês primeiro pedem licença a Jesus! Vocês não sabem que o “mano” não quer macumba aqui? Tá peitando por quê? Por que a gente tirou a boca dali? Arrebenta tudo! Eu sou da honra e glória de Jesus! Pensa por que eu não tô na favela essa porra vai continuar? Já avisei! Se eu pegar de novo ou tentar construir esse caralho de novo, eu vou matar!
Sim, vocês não leram errado. O camarada se diz “da honra e glória de Jesus”, que deveria ser um símbolo universal de amor e tolerância, e diz que se não fizer o que ele está mandando, vai matar.
Vou repetir mais uma vez, caso você não tenha entendido: diz que vai matar. Em nome de Jesus.
E esse foi um caso só. Mas na mesma região, a mesma coisa se repetiu sete vezes em menos de dois meses. Sete vezes. Dois meses. Mais ou menos uma vez por semana. Percebo um padrão.
Eu te pergunto, leitor: o que diferencia esse tipo de atitude dos Traficantes de Jesus dos malucos do Estado Islâmico? Estou perguntando a você, porque para mim não tem diferença nenhuma. Os dois estão impondo sua visão de mundo sobre os outros na base da força, levando a intolerância religiosa às últimas consequências, e “resolvendo diferenças” na base do terrorismo.
Mas voltando à vaca fria. Os Traficantes de Jesus podem ser bizarros, absurdos, e até burros, mas uma coisa é certa. Esses bandidos sabem fugir da lei. E o artifício que eles estão usando é roubar tudo que tem de valor nos terreiros depois de espalharem o terror. Porque assim o crime deles passa a ser enquadrado como roubo comum, e não como intolerância religiosa. E a polícia (muitos policiais compartilham da mesma crença dos bandidos) tem mais liberdade para fazer vista grossa. Bem criativo.
Mas não interessa a tecnicalidade da classificação do delito. Isso é, sim, intolerância religiosa. E terrorismo. E com certeza não é o fruto da intensa espiritualidade de um grupo de inocentes meliantes que vendem tóxicos para crianças. Não. Isso é fruto de lavagem cerebral que algum pastor ou igreja está fazendo, sistematicamente.
Essa lavagem cerebral já pode parecer uma coisa terrível, e um motivo para grande preocupação, mas existe uma coisa ainda mais séria por trás de tudo isso. Esses casos não são isolados. São sintomas de que nosso país está se transformando em uma teocracia.
Você pode achar que eu estou ficando maluco, que o Estado é laico, que o que eu estou dizendo não faz sentido. E se esse for o caso, saiba que eu não me importo nem um pouco com a sua opinião. Nós estamos virando uma teocracia, sim.
E sabe de quem é a culpa?
Sua.
O culpado não é você como indivíduo. É você como Povo. A culpa é minha também, eu me incluo nisso. Nós, o Povo, estamos elegendo cada vez mais evangélicos, para tudo quanto é cargo público. Eu estou há muitas décadas participando do processo democrático, não me lembro de todo candidato em que votei. Mas posso me orgulhar de que se algum dia votei em um evangélico , foi algum evangélico que simplesmente segue essa fé, sem fazer dela uma plataforma de campanha.
Porque eu tenho consciência de que nem todo evangélico é – perdoem a expressão – um filho da puta. Mas quem manipula as massas usando a fé como ferramenta, faz lavagem cerebral nas massas, incentiva e acoberta esse tipo de crime é, sim, filho da puta. E bandido. E terrorista. E precisa ser tratado como tal.
O maior mal que hoje acomete o Brasil, como Estado, não é a simples corrupção. É a corrupção e a bandidagem associadas à construção (lenta, porém constante) de uma teocracia. Me perdoem os incomodados, mas não vou parar de usar essa palavra. Se continuarmos nesse ritmo, o Estado Islâmico vai ficar para trás em pouco tempo. O Terror terá um novo nome: Estado Universal, Estado do Renascimento de Cristo, Estado Neopentecostal. Não sei qual vai ser o nome, mas a maior ameaça a esse país são os crentes, e isso tende a piorar.
Ah, Frater Optimus, você está reclamando de intolerância, mas está sendo intolerante!
Repito: nem todo evangélico é um filho da puta. A maioria, na verdade, são pessoas comuns (nem melhores nem piores do que eu e você), que seguem uma fé que as ajuda a levar suas vidas adiante. E, acredite se quiser, eu respeito isso. O que eu não respeito e não tolero são:
  • Os ditos “líderes” religiosos que comandam essas pessoas comuns, colocam elas para fazer seu serviço sujo, roubam seus dízimos e muito mais na base do medo, e ainda as usam como massa de manobra em um projeto a longo prazo de perpetuação de poder e construção de uma teocracia;
  • Os bandidos e terroristas que só precisam de um empurrãozinho, um motivo, e – com o perdão do trocadilho – um Amém para fazerem suas atrocidades, com a bênção de Jesus.
Ué, Frater Optimus, mas se só os líderes e os terroristas são o problema, porque esse discurso de ódio contra os evangélicos? E por que o problema somos nós, o Povo?
Se você está fazendo essas perguntas de coração, meu discurso de ódio e minha intolerância são contra você! Deixa de ser burro! Malandro só se cria onde existe trouxa para enganar. Deixe de ser trouxa! Acorde os trouxas que estão ao seu lado! Faça alguma coisa! Não deixe o Brasil virar o novo Estado Islâmico! Acorda pra cuspir!

Link original:

segunda-feira, 2 de março de 2015

DESPREGADOR URGENTE: Eu avisei, não avisei?

Primeiramente, minhas sinceras desculpas pelo longo tempo afastado. Eu estava envolvido em projetos particulares e não tinha tempo para continuar a minha luta.

Mas isto aqui foi tão de lascar que eu tenho que postar, mesmo não tendo tempo!

Lembra quando eu avisava de que estavam planejando criar uma milícia evangélica? pois é, o rabino... Digo, o "bispo" Edir Macedo, aquele que toma banho numa banheira de ouro maciço e diz que aquilo é pra "conversar com Deus", e faz seus cultos vestido de rabino, aprontou mais essa. Vou deixar uma foto e um vídeo, que falarão por si próprios.


Formação de “exército evangélico” provoca polêmica nas redes sociais


Projeto de recrutamento de jovens faz parte da Igreja Universal do Reino de Deus


Circulam na internet vídeos polêmicos que mostram jovens marchando fardados e em posição de ordem em um templo religioso de uma igreja evangélica. No vídeo, eles recebem comandos de um suposto bispo da igreja, e respondem “o altar” a perguntas como “o que é que vocês querem?”. Até a representação de um ‘escudo militar’ com a sigla G.A (Gladiadores do Altar) é utilizada pelo grupo.
Em um dos vídeos publicados pela própria igreja no Facebook, está um que recebeu mais de 220 mil visualizações até o momento da publicação deste artigo. Nos comentários, é possível notar a preocupação de várias pessoas com o que seria a formação de uma ‘ditadura evangélica’ no Brasil. A semelhança com rituais praticados pelo exército de Hitler na época do Nazismo, ou mais atualmente pelo Estado Islâmico, cujas práticas principais são dominar o mundo com um só pensamento – que consideram o único verdadeiro – e aniquilar quem pensa diferente, também é lembrada. Foi manifestada preocupação com a força que uma alienação religiosa pode levar alguns a fazer em nome de ‘Deus’, como a formação de membros intolerantes como os de grupos que fazem o EI e Al-Qaeda.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Polícia Civil do Rio prende pastor que chefiava bando de milicianos

O pastor da Igreja Deus é a Luz
era temido até pelos milicianos
A Polícia Civil prendeu hoje (6) o pastor Dijanio Aires Diniz, conhecido como Pastor, por ser o chefe da milícia “Liga da Justiça”, uma das mais violentas do Rio de Janeiro.

O Pastor usava o seu templo, a Igreja Pentecostal Deus é a Luz, em Campo Grande, para comandar a organização que atuava em cinco bairros da zona oeste do Rio.

Em conjunto com o Ministério Público do Estado, na operação batizada de “Pandora 2”, a polícia prendeu preventivamente 13 pessoas acusadas de serem da Liga, incluindo o ex-PM Carlos Henrique Garcia Ramos, o Henrique, que dividia o comando da organização com o Pastor.

Todos foram denunciados (acusação formal) à Justiça pelo Ministério Público por formação de quadrilha, agiotagem e extorsão. A Liga emprestava dinheiro com a cobrança de juros de até 30% ao mês.

A organização explorava o transporte alternativo (em peruas) e máquinas caça-níqueis, vendia ilegalmente combustíveis e cobrava dos moradores uma “taxa de segurança”.

A brutalidade do Pastor era tanta, que até os integrantes da Liga tinham medo dele.

Em uma conversa gravada com ordem judicial, o miliciano e ex-PM José Luis Cordeiro Cavalcante da Silva, o Bolt, do núcleo de agiotagem, disse que tinha uma granada para se defender do Pastor, no caso de haver um desentendimento sério entre eles.

Na mesma conversa, o miliciano afirmou que temia que Pastor mandasse matar um devedor.

Fonte: Paulopes

sábado, 11 de junho de 2011

Igrejas barbarizam outras religiões

(Postado por Juan Pizarro Escalona no dia 27 de Outubro de 2009, neste blog. )

28 ANOS DE INTOLERÂNCIA

Estamos completando 28 anos de intolerância religiosa. Tudo começou na década de 80, onde emissoras de rádio e programas de televisão começaram a destilar ódio contra umbandistas, contra católicos e contra membros de outras religiões. No Estado do Rio de Janeiro uma geração inteira nasceu e cresceu, sendo ensinada a ter ódio de espíritas, católicos e até dos verdadeiros evangélicos.

Nos últimos meses, tivemos casos de traficantes nas favelas, com fuzis, se intitulando neopentecostais, fechando os terreiros de Umbanda e proibindo qualquer tipo de manifestação referente às religiões afro-brasileiras. É evidente que de neopentecostal eles não têm nada, porque eu não acredito que um evangélico vá utilizar um fuzil para fechar um templo.

O episódio mais recente de intolerância religiosa não sai da nossa memória. No dia 04 de junho, quatro jovens da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo invadiram e depredaram um Centro Espírita, localizado no bairro do Catete. No dia seguinte ao episódio, um homem chamado Tupirani Hora Lores, que se auto-intitula pastor disse que não tinha nenhuma ligação com o episódio. O Sr. Tupirani é pastor da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo.

Entrei no site do pastor Tupirani (http://www.ogritodameianoite.spaces.live.com) e de ponta a ponto é ódio, ódio e mais ódio contra católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas e até evangélicos que não comungam com a igreja dele. No site, ele se referia à Igreja Católica como "prostituta católica". Ele também se referia a outras instituições como "prostitutas espirituais". O pastor Tupirani também estimula os jovens a tomarem uma medida contra aqueles que adoram santos. Está tudo no site.

Uma coisa é agredir alguém com palavras, o que já é ilegal. Outra coisa é quando esse ódio se manifesta numa pedra que é lançada contra um Centro Espírita ou quando alguém começa a chutar uma santa na televisão.

A sorte é que a tendência natural dos umbandistas, dos católicos e dos verdadeiros evangélicos, é uma postura de paz, quase que de compreensão. Acho muito difícil que isso acontecesse, por exemplo, numa mesquita ou numa sinagoga. Eles não fariam isso em Jerusalém, no Irã ou no Iraque. Aqui eles pensam que é fácil, pois os umbandistas são compreensivos; os católicos não tomam nenhum tipo de atitude e os presbiterianos, adventistas, metodistas e batistas não são capazes de cometer uma agressão. Mas eles como qualquer outros que venham agredir um centro ou um terreiro, podem ter certeza que serão processados e que a cadeia os aguarda. Nós não deixamos passar em branco. Estamos usando todos o artifícios legais para que eles respondam criminalmente pelo o que fizeram.


UMBANDISTAS PEDEM AJUDA À BELTRAME


O vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes reuniram-se com o Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, o Chefe do Estado Maior da PM, Cel Antonio Carlos David e o subsecretário de Polícia Civil, Ricardo Martins. O principal objetivo do encontro foi pedir ajuda das autoridades de segurança no sentido de evitar que os centros de Umbanda e Candomblé continuem sendo perseguidos por fanáticos religiosos nas comunidades do Rio de Janeiro.

Durante o encontro, o vereador Átila Nunes Neto lembrou que "a qualquer momento pode acontecer uma tragédia, já que criminosos que se auto-intitulam pastores, estão obrigando os dirigentes a fecharem as portas de seus terreiros, sob alegação de que os centros espíritas são coisa do demônio". Átila Nunes Neto também comentou sobre as denúncias que vem sendo registradas todos os dias no 'Disque Intolerância'. "Recebemos, em média, 70 ligações por dia, de pessoas denunciando que são vítimas de preconceito religioso. Mantemos a identidade de todas as pessoas sob sigilo, para que elas não sejam alvos de fanáticos", disse o vereador.

Átila Nunes Neto também chamou atenção para o fato que essa violência religiosa vai sair dos morros e alcançar os centros umbandistas dos demais bairros. O parlamentar acha fundamental que todos os policiais civis e militares tenham conhecimento dos dispositivos constitucionais que garantem o livre exercício de culto, para que quando algum umbandista vá registrar uma queixa, seja levado em conta que não apenas o Código Penal está sendo infringido, mas também, a Constituição Federal. "Todas as pessoas que forem vítimas de algum tipo de discriminação religiosa podem fazer a sua denúncia através do telefone 2461-0055. O serviço funciona 24h por dia", lembra o vereador.

Além do encontro com as autoridades de segurança, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes, também ingressaram com uma denúncia no Ministério Público contra o auto-intitulado pastor Adão José dos Santos, fundador da Igreja Pentecostal dos Milagres que afirma "converter" bandidos, os mesmos aliás, que com fuzis em mãos, estão fechando terreiros nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. A denúncia feita pelos parlamentares foi motivada após a publicação de uma série de reportagens no jornal Extra do Rio de Janeiro denunciando as perseguições religiosas. De acordo com a matéria, o "pastor" estimula as invasões aos centros umbandistas e de Candomblé através dos traficantes, incitando o ódio religioso.

DENUNCIADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PASTOR QUE ATACA CENTROS

Nesta última 2a feira, no início da noite, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, foi invadido e depredado. Quatro pessoas, acusadas do ato de vandalismo, foram presas por policiais militares do 2º BPM (Botafogo). Os detidos são membros da Igreja Geração de Jesus Cristo. De acordo com os PMs, os jovens disseram que as imagens estavam com o demônio. Por isso, eles resolveram quebrá-las - contou um dos policiais.

A invasão ao centro espírita, na Rua Bento Lisboa, 146, ocorreu por volta das 18h. Cerca de 20 pessoas aguardavam do lado de fora a abertura do templo e o início da sessão espiritual. Segundo Cristina Moreira, uma das dirigentes do centro, foi nessa hora que as quatro pessoas - três homens e uma mulher - chegaram com atitudes e palavras agressivas. "- Depois de ofender as pessoas que estavam na fila, eles nos obrigaram a abrir a porta e invadiram o centro. Em seguida, quebraram todas as imagens de santos, mesas e cadeiras - disse Cristina. "" Deus mandou a gente aqui para tirar o demônio de vocês "

O deputado Átila Nunes, membro da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e Átila Nunes Neto, coordenador do Movimento Em Defesa da Umbanda, ingressaram IMEDIATAMENTE com uma representação denúnciano Ministério Público contra o "pastor" responsável pela Igreja Geração Jesus Cristo, em razão de estimular o ódio religioso.

O telefone do Disque Intolerância Religiosa funciona 24 horas: 21-24610055


OS TALIBÃS DO RIO DE JANEIRO


O fanatismo religioso na maioria esmagadora das sociedades surge e se desenvolve em lugares onde se destaca uma população de pouca cultura e de poucos recursos. O fanatismo não é privilégio de uma única religião. O encontramos ao longo dos séculos, quando em nome de uma utopia teológica, religiosos se afastam do restante da sociedade e declaram guerra aos que se recusam a segui-los em seu sonho (ou pesadelo) religioso insano. Os conflitos com as autoridades são inevitáveis. A não ser quando o Estado passa a ser uma extensão desses movimentos fanáticos, resultando invariavelmente em genocídios.

Como explicar que em pleno século 21, uma era de progresso tecnológico e de avançada inteligência, podem sobreviver seitas de fanáticos que descarregam tanto ódio contra os que não acompanham seus pensamentos? O que causa tamanha intolerância nessa gente em relação ao restante da sociedade que se recusa a crer no que crêem? Se compararmos o fanatismo medieval que levou milhares às fogueiras da Inquisição com os tempos de hoje, observamos que a diferença é que aqueles só reagiam com violência quando provocados. Já as seitas de fanáticos contemporâneos agridem, sem serem agredidos.

Não existe qualquer diferença entre os fanáticos dos outros países com os daqui do Brasil. Quando criminosos travestidos de pastores, carregando armas "benzidas", expulsam chefes de terreiros umbandistas dos morros e perseguem moradores nas vielas das favelas, porque usam fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas ao pulso, estamos diante do embrião da polícia religiosa do Afeganistão que caça e chicoteia os que não comungam com os princípios do Islamismo.

O que ocorre hoje no Rio de Janeiro (e não duvido que em outras capitais) é a exaltação de grupos de fanáticos, por ignorância, por dinheiro - ou ambos – que professam ações violentas contra outros cidadãos, retirando-lhes o direito sagrado da liberdade de pensamento e, às vezes, de sua integridade física. E fundamentam-se na intolerância e na fé insana da verdade única, a deles, que consideram incontestáveis. No recém criado "Disque Denúncia Intolerância", no telefone 24610055 sucedem-se queixas de espíritas, umbandistas, candomblecistas, católicos e até, pasmem, evangélicos – os verdadeiros -, cansados dessas ações intolerantes que denigrem os princípios cristãos. Não é de hoje que alguns fanáticos de "seitas eletrônicas" ofendem e atacam outras religiões, inclusive a majoritária fé católica. O episódio da imagem da Santa que recebeu pontapés na TV está na memória de todos.

Mais do que o Secretário de Segurança do Rio, seguidores de todos os credos, particularmente nós, somos as maiores vítimas desses fanáticos. Aguardamos um pronunciamento enérgico do governador, autoridade máxima do nosso Estado. Não se trata mais de uma simples questão religiosa. É uma questão com reflexos profundos na liberdade dos cidadãos fluminenses. A ignorância gera o preconceito. Que gera a discriminação. Que resulta no racismo. Não é possível que não continue servindo de exemplo o genocídio judeu


UMA LINHA EM DEFESA DA NOSSA CRENÇA

Ao tomar conhecimento sobre a perseguição que traficantes auto-intitulados pastores evangélicos estariam fazendo aos terreiros nas favelas, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes entraram em contato com o Gabinete do Governador, pedindo a intervenção enérgica da Secretaria de Segurança. Segundo Átila Nunes Neto, " o assunto se reveste de gravidade por que não se restringe apenas ao cerceamento do exercício do culto. Pior: pessoas que usam simples fitinhas de N.S. Bonfim no pulso, vêm sendo obrigadas a retirá-las, sob a ameaça de que é um símbolo demoníaco."

Em razão das dificuldades encontradas pelos jornalistas em conseguir depoimentos denunciando a situação, Átila Nunes colocou no ar o "Disque Denúncia Intolerância" (21-24610055) que vem recebendo um material importantíssimo para as autoridades, sempre preservando a identidade dos denunciantes. "Independentemente dos pronunciamentos em plenário, estamos nos reunindo as autoridades máximas da Secretaria de Segurança visando traçar uma estratégia que garanta o livre exercício dos cultos religiosos no RJ, particularmente nas comunidades mais simples, como as favelas" - afirmou Átila Nunes Neto, que lembrou que "nesses quase 40 anos de mandato parlamentar de nossa família, enfrentamos - meu avô, meu pai e eu - de tudo. Desde perseguições policiais, passando pelas seitas 'eletrônicas', e agora, as dos traficantes, que já nos mandaram um recado ameaçador."

O vereador carioca lembra que os cultos afros foram perseguidos na época da colonização do Brasil pela Igreja Católica, foram perseguidos pela Polícia até 1960, quando terreiros eram invadidos, médiuns espancados e imagens quebradas, em 1980 os perseguidores passaram a ser os fanáticos das seitas 'eletrônicas' e agora perseguidos por traficantes travestidos de evangélicos os perseguem sob a ameça de armas. "Sobrevivemos a todas essas perseguições. E vamos continuar sobrevivendo, por que nenhum de nós tem medo de ameaças. Vamos mais uma vez à luta em defesa da liberdade religiosa", avisa o vereador Átila Nunes Neto.


E o que mudou de 2009 pra cá? Praticamente nada, né? Ah, sim: Puseram-se panos quentes no assunto para que se evite que o povo brasileiro, ao ver a continuidade das barbáries cointra as outras crenças, levante-se de seu sofá e faça alguma coisa contra as lideranças evangélicas fanáticas e os bandidos que estão sob comando delas.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Milícia evangélica? Eu avisei...


(Copiado deste blog)


Assisto agora uma reportagem no RJTV, sobre a prisão de um possível grupo paramilitar evangélico. Confesso que gelei na hora, nunca pude imaginar que chegaríamos a esse ponto, será que estamos próximos a uma guerra religiosa armada? O que pretendem esses grupos? Sim porque esse não deve ser o único grupo, devem existir muitos mais. Se já não era absurda toda a mobilização política evangélica, agora isso? Espero que o governo brasileiro fique MUITO atento e corte o mal pela raiz, não podemos permitir que nos tornemos um novo oriente médio, espero que essa "al qaeda" evangélica seja exterminada antes que a coisa fique pior. Segue abaixo a reportagem da Globo.


"Parentes das 63 pessoas presas em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, e trazidas para o Rio, passaram a noite na porta da carceragem da Polinter, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Eles queriam explicações sobre as prisões dos alunos de um curso de guardas ambientais que começaram em janeiro. Mas para a polícia, os detidos teriam invadido uma área de proteção ambiental na região.
Os parentes contaram que a preparação dos alunos estava sob responsabilidade de uma ONG chamada Instituto Sorema, que é uma entidade ligada à igreja evangélica Cidade de Bíblia. O treinamento de campo teria começado três meses após as aulas teóricas. As aulas práticas teriam começado há 15 dias, em Angra, numa área que pertenceria à presidente da ONG.
“Eles foram indiciados, mas são inocentes. Queremos saber o porquê enquadram pessoas com fichas limpas na polícia em falsidade ideológica e formação de quadrilha”, indagou Robson Luiz, pai de um dos alunos detidos.
Segundo eles, a polícia de Angra prendeu os alunos na segunda-feira (19), depois de uma denúncia anônima de que estavam aterrorizando a vizinhança. Na terça-feira (20), eles foram trazidos para a carceragem da Polinter no Rio.
“Eles deram um sonho a eles. Um sonho que era como se fosse um prédio de 15 andares que a gente viu desmoronar na cabeça deles”, disse Valquise Carvalho, mãe de outro aluno.
Delegado encontrou alunos fardados e com facões
O delegado Francisco Benitez Lopes, da 166ª DP (Angra dos Reis), disse que a área onde foram feitas as prisões está em litígio há mais de 20 anos e que quando a polícia chegou encontrou os supostos alunos usando fardamento camuflado, coturnos e facões.
“A impressão é de que era um grupo paramilitar. Inclusive eles se identificaram, apresentaram uma carteira, aonde vinha escrito Brasil, estado do Rio de Janeiro, república em todo o território nacional. A ONG que foi criada não tem fundos. Perguntei quem financiou o curso, quem financiou os uniformes e eles disseram que ganhavam um papel para pegar o uniforme numa loja”, disse o delegado.
Lopes explicou que enquadrou as 63 pessoas por falsidade ideológica por causa da carteira de identificação sem qualquer validade."

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/04/parentes-de-63-detidos-em-angra-passam-noite-na-porta-da-polinter.html 


Tô dizendo, ninguém tá me lendo, ninguém tá me ouvindo, mas eu tô advertindo. À hora que uma bomba explodir em uma igreja católica ou em um centro espírita, não vêm reclamar!

Milícias como essa, suponho, devem existir aos montes, secretamente, disfarçadas de coisas como "cursos de sobrevivência", escotismo, e outras coisas aparentemente inofensivas.

ABRA O OLHO, BRASIL!