Um casal gay de Gibson County alega ter sido atacado quando eles tentaram participar de um culto na Grace Fellowship Church em Fruitland, na quarta passada.
"Eu ia tirar a chave da ignição e subitamente ouvi alguém gritar 'pega eles!," disse Jerry Pittman Jr, residente de Gibson County.
Pittman alegou que o ataque foi ordenado pelo pastor da igreja, Jerry Pittman, seu pai.
"Meu pai pedi para meu tio e dois outros diáconos se aproximarem do carro. Meu tio me bateu contra a porta do carro enquanto o diácono empurrava meu namorado para que ele não pudesse me ajudar, socando-o no rosto e no peito. O outro diácono me agrediu pelas costas através da janela do carro," continou Pittman. Ele também disse que ninguém ao redor prestou assistência, e que o diácono gritou insultos homofóbicos mesmo depois da polícia chegar. Os policiais não tentaram impedir que os diáconos continuassem gritando.
"Se eu estivesse na cena eu não teria permitido que eles gritassem. O oficial não deveria ter permitido, se foi isso o que aconteceu," disse o xerife de Gibson County, Chuck Arnold.
Pittman disse que nem ele nem Lee podiam abrir um boletim de ocorrência enquanto continuassem na igreja.
"Eu ainda não falei com ele, mas isso não parece algo que o meu oficial diria a menos que eles mesmos estivessem causando problemas", respondeu o xerife Arnold.
Na sexta-feira, o casal abriu um processo contra os diáconos Billy Sims e Eugene McCoy. Pittman também está processando seu pai e o diácono Patric Flatt. A advogada do pastor Pittman contatou ABC 7 Eyewitness News por telefone e informou que não tinha comentários a fazer e ordenou que não contatássemos o pastor.
Notícia original aqui.
Vale lembrar que os EUA são o país mais intolerante do mundo em respeito à religião. Absurdos como as igrejas de Edir Macedo e Silas Malafaia tiveram origem das igrejas pentecostais, que surgiram lá. os absurdos que se vê na Nigéria e outros cantos "cristãos" da África vieram diretamente dos missionários norte-americanos.
Vejo uma guerra civil entre essa "laia" e as minorias religiosas/sexuais/raciais, uma vez que, para eles, o verdadeiro Americano é hetero, branco e "cristão".
Vejo um novo tipo de nazismo surgir nos EUA, o "Nazismo de Cristo". O bicho vai pegar por aquelas bandas.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Estelionatos espirituais e religiosos
Estelionatos espirituais e religiosos
Alavancas: Necessidade e Ingenuidade
Existe uma grande categoria de estelionatos que exploram necessidades espirituais, crenças e superstições para obter ganhos ilícitos.
Se trata, obviamente, de um campo muito delicado pois diz respeito a liberdades e necessidades individuais inalienáveis (religião, crenças etc...), mas que por outro lado oferece grandes oportunidades para que pessoas sem escrúpulos explorem tais necessidades e se apresentem pelo que não são, com o único ou principal intuito de se enriquecerem de forma ilícita.
É portanto oportuno aprender a distinguir entre a prática legítima e lícita de religiões e crenças e o estelionato e aproveitamento econômico para fins particulares que pode, eventualmente, se esconder atrás de tais práticas.
Nos casos e modalidades mais comuns podemos mencionar:
São então abordadas ou contatadas de várias formas por este tipo de golpistas, muitas vezes através de sistemas de terceirização de credibilidade (ou seja por intermédio de pessoas conhecidas e “de confiança”).
As vítimas recebem “garantias” e promessas tranqüilizadoras, que lhes fazem vislumbrar soluções e o possível fim de seus problemas. Em troca devem se comprometer a realizar pagamentos, transferir bens ou realizar trabalhos (prestar serviços) de forma gratuita ... tudo por um valor normalmente elevado. Muitas vezes estes pagamentos são continuados, ou por etapas ... sempre maiores e ao mesmo tempo supostamente mais necessários para a tão desejada solução.
O dinheiro muitas vezes não é apresentado como remuneração para os golpistas, mas como uma espécie de sacrifício necessário, uma oferenda espiritual ou um apoio as obras da organização à qual os golpistas pertencem.
Na realidade as promessas feitas nunca se realizam, os problemas ficam e sobretudo o dinheiro é usado exclusivamente para enriquecer os golpistas.
(Retirado do site Monitor das Fraudes)
Alavancas: Necessidade e Ingenuidade
Existe uma grande categoria de estelionatos que exploram necessidades espirituais, crenças e superstições para obter ganhos ilícitos.
Se trata, obviamente, de um campo muito delicado pois diz respeito a liberdades e necessidades individuais inalienáveis (religião, crenças etc...), mas que por outro lado oferece grandes oportunidades para que pessoas sem escrúpulos explorem tais necessidades e se apresentem pelo que não são, com o único ou principal intuito de se enriquecerem de forma ilícita.
É portanto oportuno aprender a distinguir entre a prática legítima e lícita de religiões e crenças e o estelionato e aproveitamento econômico para fins particulares que pode, eventualmente, se esconder atrás de tais práticas.
Nos casos e modalidades mais comuns podemos mencionar:
- Falsos curandeiros que cobram altos e injustificáveis valores para supostamente ministrar curas inexistentes para doenças de vários tipos.
- Pais e mães de santos, verdadeiras ou falsas, e outros operadores espirituais que pedem dinheiro em quantidades excessivas (bem além das custas e de uma remuneração razoável pelo tempo empregado) para supostamente fazer ou desfazer “trabalhos”, ou macumbas ou coisas similares.
- Ciganos, médiuns, operadores do oculto, magos, astrólogos etc. todos cobrando, normalmente adiantados, valores excessivos para seus serviços e prometendo em troca resultados maravilhosos seja em qual setor for.
- Pastores e/ou igrejas, ou supostos tais, que arrecadam dinheiro alegando ser para obras de bem ou para a sustentação das obras religiosas da própria igreja ou ministério e depois usam este dinheiro em proveito pessoal.
São então abordadas ou contatadas de várias formas por este tipo de golpistas, muitas vezes através de sistemas de terceirização de credibilidade (ou seja por intermédio de pessoas conhecidas e “de confiança”).
As vítimas recebem “garantias” e promessas tranqüilizadoras, que lhes fazem vislumbrar soluções e o possível fim de seus problemas. Em troca devem se comprometer a realizar pagamentos, transferir bens ou realizar trabalhos (prestar serviços) de forma gratuita ... tudo por um valor normalmente elevado. Muitas vezes estes pagamentos são continuados, ou por etapas ... sempre maiores e ao mesmo tempo supostamente mais necessários para a tão desejada solução.
O dinheiro muitas vezes não é apresentado como remuneração para os golpistas, mas como uma espécie de sacrifício necessário, uma oferenda espiritual ou um apoio as obras da organização à qual os golpistas pertencem.
Na realidade as promessas feitas nunca se realizam, os problemas ficam e sobretudo o dinheiro é usado exclusivamente para enriquecer os golpistas.
(Retirado do site Monitor das Fraudes)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
Noruega
(Do Yahoo!)
O homem que abriu fogo contra um grupo de jovens acampados numa ilha ao norte de Oslo, capital da Noruega, ontem, realizou disparos por 1 hora e meia antes de se render a um grupo especial da polícia. O atacante foi identificado como Anders Behring Breivik, de 32 anos.
A polícia disse que 85 pessoas, muitas das quais adolescentes, foram mortas na ilha de Utoya, onde 600 pessoas estavam no momento do ataque. O ministro de Relações Exteriores Jonas Gahr Store estima que dezenas de pessoas estejam hospitalizadas por causa dos ferimentos. Segundo a polícia, quatro ou cinco pessoas ainda estão desaparecidas. Mergulhadores fazem buscas ao redor da ilha.
Sobreviventes disseram que se esconderam e fugiram nadando da ilha para escapar do atirador. As vítimas descreveram o episódio como um "banho de sangue". "Não havia para onde fugir, apenas a água, e quando as pessoas tentavam nadar, ele atirava nelas", disse Dana Barzingi em entrevista à emissora norueguesa NRK.
Em entrevista ao jornal Dagbladet, Torbjorn Vereide, de 22 anos, disse que o atacante atirava duas vezes em cada vítima, para ter certeza que ela estava morta. "Ele parecia muito concentrado. Ele agiu com calma e escolhia as vítimas uma por uma. As pessoas estavam deitadas no chão e ele passava por cima delas e então atirava em suas costas."
Vereide disse que ele se escondeu do assassino num local perto da margem, juntamente com outros jovens. "No início, havia cerca de 30 pessoas lá. Quando o atirador terminou de disparar, apenas cinco de nós ainda estavam vivos."
O ataque ocorreu após uma explosão no centro de Oslo, onde sete pessoas morreram. As autoridades ainda não identificaram a razão do ataque, mas disseram que o suspeito visitou sites de fundamentalistas cristãos e pertenceu à juventude de um partido de direita. A polícia afirmou que o atirador falou sobre o episódio e admitiu ter feito os disparos na ilha. Segundo os policiais, ele contratou um advogado, mas seu defensor não quer que seu nome seja divulgado.
A despeito do choque provocado pelos ataques, a Noruega não elevou o nível de alerta para atentados na capital e na ilha de Utoya, informou o Ministério de Justiça. O ministro Knut Storberget acrescentou que o governo mantém uma comunicação constante com a polícia e que continua avaliando a situação. "O debate sobre o nível de alerta prossegue". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
É isso aí... Os fundamentalistas cristãos, aliados a juventudes de partidos de direita, estão começando a tocar o terror. Avisei, não avisei? Tô avisando já faz tempo...
Vale lembrar que a Noruega é um país de maioria protestante, ou seja, evangélica. Justamente por isso, as seitas fundamentalistas permeiam facilmente na sociedade e, quando vai se perceber, já é tarde demais.
E aqui no Brasil, elementos desse pedigree se manifestam abertamente e escandalosamente em apoio a radicais como Bolsonaro. Que se ORGULHAM de serem xenófobos, racistas e o escambau. Quanto tempo levará para que o Brasil tenha um episódio parecido com o da Noruega, senão pior?
Se é que já não teve, e foi mascarado por motivações políticas?
O homem que abriu fogo contra um grupo de jovens acampados numa ilha ao norte de Oslo, capital da Noruega, ontem, realizou disparos por 1 hora e meia antes de se render a um grupo especial da polícia. O atacante foi identificado como Anders Behring Breivik, de 32 anos.
A polícia disse que 85 pessoas, muitas das quais adolescentes, foram mortas na ilha de Utoya, onde 600 pessoas estavam no momento do ataque. O ministro de Relações Exteriores Jonas Gahr Store estima que dezenas de pessoas estejam hospitalizadas por causa dos ferimentos. Segundo a polícia, quatro ou cinco pessoas ainda estão desaparecidas. Mergulhadores fazem buscas ao redor da ilha.
Sobreviventes disseram que se esconderam e fugiram nadando da ilha para escapar do atirador. As vítimas descreveram o episódio como um "banho de sangue". "Não havia para onde fugir, apenas a água, e quando as pessoas tentavam nadar, ele atirava nelas", disse Dana Barzingi em entrevista à emissora norueguesa NRK.
Em entrevista ao jornal Dagbladet, Torbjorn Vereide, de 22 anos, disse que o atacante atirava duas vezes em cada vítima, para ter certeza que ela estava morta. "Ele parecia muito concentrado. Ele agiu com calma e escolhia as vítimas uma por uma. As pessoas estavam deitadas no chão e ele passava por cima delas e então atirava em suas costas."
Vereide disse que ele se escondeu do assassino num local perto da margem, juntamente com outros jovens. "No início, havia cerca de 30 pessoas lá. Quando o atirador terminou de disparar, apenas cinco de nós ainda estavam vivos."
O ataque ocorreu após uma explosão no centro de Oslo, onde sete pessoas morreram. As autoridades ainda não identificaram a razão do ataque, mas disseram que o suspeito visitou sites de fundamentalistas cristãos e pertenceu à juventude de um partido de direita. A polícia afirmou que o atirador falou sobre o episódio e admitiu ter feito os disparos na ilha. Segundo os policiais, ele contratou um advogado, mas seu defensor não quer que seu nome seja divulgado.
A despeito do choque provocado pelos ataques, a Noruega não elevou o nível de alerta para atentados na capital e na ilha de Utoya, informou o Ministério de Justiça. O ministro Knut Storberget acrescentou que o governo mantém uma comunicação constante com a polícia e que continua avaliando a situação. "O debate sobre o nível de alerta prossegue". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
É isso aí... Os fundamentalistas cristãos, aliados a juventudes de partidos de direita, estão começando a tocar o terror. Avisei, não avisei? Tô avisando já faz tempo...
Vale lembrar que a Noruega é um país de maioria protestante, ou seja, evangélica. Justamente por isso, as seitas fundamentalistas permeiam facilmente na sociedade e, quando vai se perceber, já é tarde demais.
E aqui no Brasil, elementos desse pedigree se manifestam abertamente e escandalosamente em apoio a radicais como Bolsonaro. Que se ORGULHAM de serem xenófobos, racistas e o escambau. Quanto tempo levará para que o Brasil tenha um episódio parecido com o da Noruega, senão pior?
Se é que já não teve, e foi mascarado por motivações políticas?
terça-feira, 28 de junho de 2011
Muitos defendem Israel, porque diz-se que eles foram vítimas de genocídio. Pois, os armênios foram vítimas de genocídio por parte dos turcos, e não existe uma alma na internet brasileira que levante a voz para defender a Armênia ou condenar a Turquia. Os ucranianos foram vítimas de genocídio por parte dos russos, e não há quem relembre Holomodor, defendendo os ucranianos. Ninguém condenou as bombas em Hiroshima e Nagasaki, jogadas depois do fim da Segunda Guerra, ninguém condenou os militares americanos por suas atrocidades no Vietnã. Populações ao redor do mundo foram vítimas de sucessivos genocídios, e nenhuma voz se levantou por elas. Só Israel é defendido, só os judeus são lembrados.
E quem defenderá os palestinos das atrocidades de Israel?
E quem defenderá os palestinos das atrocidades de Israel?
sábado, 11 de junho de 2011
Igrejas barbarizam outras religiões
(Postado por Juan Pizarro Escalona no dia 27 de Outubro de 2009, neste blog. )
28 ANOS DE INTOLERÂNCIA
Estamos completando 28 anos de intolerância religiosa. Tudo começou na década de 80, onde emissoras de rádio e programas de televisão começaram a destilar ódio contra umbandistas, contra católicos e contra membros de outras religiões. No Estado do Rio de Janeiro uma geração inteira nasceu e cresceu, sendo ensinada a ter ódio de espíritas, católicos e até dos verdadeiros evangélicos.
Nos últimos meses, tivemos casos de traficantes nas favelas, com fuzis, se intitulando neopentecostais, fechando os terreiros de Umbanda e proibindo qualquer tipo de manifestação referente às religiões afro-brasileiras. É evidente que de neopentecostal eles não têm nada, porque eu não acredito que um evangélico vá utilizar um fuzil para fechar um templo.
O episódio mais recente de intolerância religiosa não sai da nossa memória. No dia 04 de junho, quatro jovens da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo invadiram e depredaram um Centro Espírita, localizado no bairro do Catete. No dia seguinte ao episódio, um homem chamado Tupirani Hora Lores, que se auto-intitula pastor disse que não tinha nenhuma ligação com o episódio. O Sr. Tupirani é pastor da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo.
Entrei no site do pastor Tupirani (http://www.ogritodameianoite.spaces.live.com) e de ponta a ponto é ódio, ódio e mais ódio contra católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas e até evangélicos que não comungam com a igreja dele. No site, ele se referia à Igreja Católica como "prostituta católica". Ele também se referia a outras instituições como "prostitutas espirituais". O pastor Tupirani também estimula os jovens a tomarem uma medida contra aqueles que adoram santos. Está tudo no site.
Uma coisa é agredir alguém com palavras, o que já é ilegal. Outra coisa é quando esse ódio se manifesta numa pedra que é lançada contra um Centro Espírita ou quando alguém começa a chutar uma santa na televisão.
A sorte é que a tendência natural dos umbandistas, dos católicos e dos verdadeiros evangélicos, é uma postura de paz, quase que de compreensão. Acho muito difícil que isso acontecesse, por exemplo, numa mesquita ou numa sinagoga. Eles não fariam isso em Jerusalém, no Irã ou no Iraque. Aqui eles pensam que é fácil, pois os umbandistas são compreensivos; os católicos não tomam nenhum tipo de atitude e os presbiterianos, adventistas, metodistas e batistas não são capazes de cometer uma agressão. Mas eles como qualquer outros que venham agredir um centro ou um terreiro, podem ter certeza que serão processados e que a cadeia os aguarda. Nós não deixamos passar em branco. Estamos usando todos o artifícios legais para que eles respondam criminalmente pelo o que fizeram.
UMBANDISTAS PEDEM AJUDA À BELTRAME
O vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes reuniram-se com o Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, o Chefe do Estado Maior da PM, Cel Antonio Carlos David e o subsecretário de Polícia Civil, Ricardo Martins. O principal objetivo do encontro foi pedir ajuda das autoridades de segurança no sentido de evitar que os centros de Umbanda e Candomblé continuem sendo perseguidos por fanáticos religiosos nas comunidades do Rio de Janeiro.
Durante o encontro, o vereador Átila Nunes Neto lembrou que "a qualquer momento pode acontecer uma tragédia, já que criminosos que se auto-intitulam pastores, estão obrigando os dirigentes a fecharem as portas de seus terreiros, sob alegação de que os centros espíritas são coisa do demônio". Átila Nunes Neto também comentou sobre as denúncias que vem sendo registradas todos os dias no 'Disque Intolerância'. "Recebemos, em média, 70 ligações por dia, de pessoas denunciando que são vítimas de preconceito religioso. Mantemos a identidade de todas as pessoas sob sigilo, para que elas não sejam alvos de fanáticos", disse o vereador.
Átila Nunes Neto também chamou atenção para o fato que essa violência religiosa vai sair dos morros e alcançar os centros umbandistas dos demais bairros. O parlamentar acha fundamental que todos os policiais civis e militares tenham conhecimento dos dispositivos constitucionais que garantem o livre exercício de culto, para que quando algum umbandista vá registrar uma queixa, seja levado em conta que não apenas o Código Penal está sendo infringido, mas também, a Constituição Federal. "Todas as pessoas que forem vítimas de algum tipo de discriminação religiosa podem fazer a sua denúncia através do telefone 2461-0055. O serviço funciona 24h por dia", lembra o vereador.
Além do encontro com as autoridades de segurança, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes, também ingressaram com uma denúncia no Ministério Público contra o auto-intitulado pastor Adão José dos Santos, fundador da Igreja Pentecostal dos Milagres que afirma "converter" bandidos, os mesmos aliás, que com fuzis em mãos, estão fechando terreiros nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. A denúncia feita pelos parlamentares foi motivada após a publicação de uma série de reportagens no jornal Extra do Rio de Janeiro denunciando as perseguições religiosas. De acordo com a matéria, o "pastor" estimula as invasões aos centros umbandistas e de Candomblé através dos traficantes, incitando o ódio religioso.
DENUNCIADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PASTOR QUE ATACA CENTROS
Nesta última 2a feira, no início da noite, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, foi invadido e depredado. Quatro pessoas, acusadas do ato de vandalismo, foram presas por policiais militares do 2º BPM (Botafogo). Os detidos são membros da Igreja Geração de Jesus Cristo. De acordo com os PMs, os jovens disseram que as imagens estavam com o demônio. Por isso, eles resolveram quebrá-las - contou um dos policiais.
A invasão ao centro espírita, na Rua Bento Lisboa, 146, ocorreu por volta das 18h. Cerca de 20 pessoas aguardavam do lado de fora a abertura do templo e o início da sessão espiritual. Segundo Cristina Moreira, uma das dirigentes do centro, foi nessa hora que as quatro pessoas - três homens e uma mulher - chegaram com atitudes e palavras agressivas. "- Depois de ofender as pessoas que estavam na fila, eles nos obrigaram a abrir a porta e invadiram o centro. Em seguida, quebraram todas as imagens de santos, mesas e cadeiras - disse Cristina. "" Deus mandou a gente aqui para tirar o demônio de vocês "
O deputado Átila Nunes, membro da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e Átila Nunes Neto, coordenador do Movimento Em Defesa da Umbanda, ingressaram IMEDIATAMENTE com uma representação denúnciano Ministério Público contra o "pastor" responsável pela Igreja Geração Jesus Cristo, em razão de estimular o ódio religioso.
O telefone do Disque Intolerância Religiosa funciona 24 horas: 21-24610055
OS TALIBÃS DO RIO DE JANEIRO
O fanatismo religioso na maioria esmagadora das sociedades surge e se desenvolve em lugares onde se destaca uma população de pouca cultura e de poucos recursos. O fanatismo não é privilégio de uma única religião. O encontramos ao longo dos séculos, quando em nome de uma utopia teológica, religiosos se afastam do restante da sociedade e declaram guerra aos que se recusam a segui-los em seu sonho (ou pesadelo) religioso insano. Os conflitos com as autoridades são inevitáveis. A não ser quando o Estado passa a ser uma extensão desses movimentos fanáticos, resultando invariavelmente em genocídios.
Como explicar que em pleno século 21, uma era de progresso tecnológico e de avançada inteligência, podem sobreviver seitas de fanáticos que descarregam tanto ódio contra os que não acompanham seus pensamentos? O que causa tamanha intolerância nessa gente em relação ao restante da sociedade que se recusa a crer no que crêem? Se compararmos o fanatismo medieval que levou milhares às fogueiras da Inquisição com os tempos de hoje, observamos que a diferença é que aqueles só reagiam com violência quando provocados. Já as seitas de fanáticos contemporâneos agridem, sem serem agredidos.
Não existe qualquer diferença entre os fanáticos dos outros países com os daqui do Brasil. Quando criminosos travestidos de pastores, carregando armas "benzidas", expulsam chefes de terreiros umbandistas dos morros e perseguem moradores nas vielas das favelas, porque usam fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas ao pulso, estamos diante do embrião da polícia religiosa do Afeganistão que caça e chicoteia os que não comungam com os princípios do Islamismo.
O que ocorre hoje no Rio de Janeiro (e não duvido que em outras capitais) é a exaltação de grupos de fanáticos, por ignorância, por dinheiro - ou ambos – que professam ações violentas contra outros cidadãos, retirando-lhes o direito sagrado da liberdade de pensamento e, às vezes, de sua integridade física. E fundamentam-se na intolerância e na fé insana da verdade única, a deles, que consideram incontestáveis. No recém criado "Disque Denúncia Intolerância", no telefone 24610055 sucedem-se queixas de espíritas, umbandistas, candomblecistas, católicos e até, pasmem, evangélicos – os verdadeiros -, cansados dessas ações intolerantes que denigrem os princípios cristãos. Não é de hoje que alguns fanáticos de "seitas eletrônicas" ofendem e atacam outras religiões, inclusive a majoritária fé católica. O episódio da imagem da Santa que recebeu pontapés na TV está na memória de todos.
Mais do que o Secretário de Segurança do Rio, seguidores de todos os credos, particularmente nós, somos as maiores vítimas desses fanáticos. Aguardamos um pronunciamento enérgico do governador, autoridade máxima do nosso Estado. Não se trata mais de uma simples questão religiosa. É uma questão com reflexos profundos na liberdade dos cidadãos fluminenses. A ignorância gera o preconceito. Que gera a discriminação. Que resulta no racismo. Não é possível que não continue servindo de exemplo o genocídio judeu
UMA LINHA EM DEFESA DA NOSSA CRENÇA
Ao tomar conhecimento sobre a perseguição que traficantes auto-intitulados pastores evangélicos estariam fazendo aos terreiros nas favelas, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes entraram em contato com o Gabinete do Governador, pedindo a intervenção enérgica da Secretaria de Segurança. Segundo Átila Nunes Neto, " o assunto se reveste de gravidade por que não se restringe apenas ao cerceamento do exercício do culto. Pior: pessoas que usam simples fitinhas de N.S. Bonfim no pulso, vêm sendo obrigadas a retirá-las, sob a ameaça de que é um símbolo demoníaco."
Em razão das dificuldades encontradas pelos jornalistas em conseguir depoimentos denunciando a situação, Átila Nunes colocou no ar o "Disque Denúncia Intolerância" (21-24610055) que vem recebendo um material importantíssimo para as autoridades, sempre preservando a identidade dos denunciantes. "Independentemente dos pronunciamentos em plenário, estamos nos reunindo as autoridades máximas da Secretaria de Segurança visando traçar uma estratégia que garanta o livre exercício dos cultos religiosos no RJ, particularmente nas comunidades mais simples, como as favelas" - afirmou Átila Nunes Neto, que lembrou que "nesses quase 40 anos de mandato parlamentar de nossa família, enfrentamos - meu avô, meu pai e eu - de tudo. Desde perseguições policiais, passando pelas seitas 'eletrônicas', e agora, as dos traficantes, que já nos mandaram um recado ameaçador."
O vereador carioca lembra que os cultos afros foram perseguidos na época da colonização do Brasil pela Igreja Católica, foram perseguidos pela Polícia até 1960, quando terreiros eram invadidos, médiuns espancados e imagens quebradas, em 1980 os perseguidores passaram a ser os fanáticos das seitas 'eletrônicas' e agora perseguidos por traficantes travestidos de evangélicos os perseguem sob a ameça de armas. "Sobrevivemos a todas essas perseguições. E vamos continuar sobrevivendo, por que nenhum de nós tem medo de ameaças. Vamos mais uma vez à luta em defesa da liberdade religiosa", avisa o vereador Átila Nunes Neto.
E o que mudou de 2009 pra cá? Praticamente nada, né? Ah, sim: Puseram-se panos quentes no assunto para que se evite que o povo brasileiro, ao ver a continuidade das barbáries cointra as outras crenças, levante-se de seu sofá e faça alguma coisa contra as lideranças evangélicas fanáticas e os bandidos que estão sob comando delas.
28 ANOS DE INTOLERÂNCIA
Estamos completando 28 anos de intolerância religiosa. Tudo começou na década de 80, onde emissoras de rádio e programas de televisão começaram a destilar ódio contra umbandistas, contra católicos e contra membros de outras religiões. No Estado do Rio de Janeiro uma geração inteira nasceu e cresceu, sendo ensinada a ter ódio de espíritas, católicos e até dos verdadeiros evangélicos.
Nos últimos meses, tivemos casos de traficantes nas favelas, com fuzis, se intitulando neopentecostais, fechando os terreiros de Umbanda e proibindo qualquer tipo de manifestação referente às religiões afro-brasileiras. É evidente que de neopentecostal eles não têm nada, porque eu não acredito que um evangélico vá utilizar um fuzil para fechar um templo.
O episódio mais recente de intolerância religiosa não sai da nossa memória. No dia 04 de junho, quatro jovens da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo invadiram e depredaram um Centro Espírita, localizado no bairro do Catete. No dia seguinte ao episódio, um homem chamado Tupirani Hora Lores, que se auto-intitula pastor disse que não tinha nenhuma ligação com o episódio. O Sr. Tupirani é pastor da Igreja Evangélica Geração de Jesus Cristo.
Entrei no site do pastor Tupirani (http://www.ogritodameianoite.spaces.live.com) e de ponta a ponto é ódio, ódio e mais ódio contra católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas e até evangélicos que não comungam com a igreja dele. No site, ele se referia à Igreja Católica como "prostituta católica". Ele também se referia a outras instituições como "prostitutas espirituais". O pastor Tupirani também estimula os jovens a tomarem uma medida contra aqueles que adoram santos. Está tudo no site.
Uma coisa é agredir alguém com palavras, o que já é ilegal. Outra coisa é quando esse ódio se manifesta numa pedra que é lançada contra um Centro Espírita ou quando alguém começa a chutar uma santa na televisão.
A sorte é que a tendência natural dos umbandistas, dos católicos e dos verdadeiros evangélicos, é uma postura de paz, quase que de compreensão. Acho muito difícil que isso acontecesse, por exemplo, numa mesquita ou numa sinagoga. Eles não fariam isso em Jerusalém, no Irã ou no Iraque. Aqui eles pensam que é fácil, pois os umbandistas são compreensivos; os católicos não tomam nenhum tipo de atitude e os presbiterianos, adventistas, metodistas e batistas não são capazes de cometer uma agressão. Mas eles como qualquer outros que venham agredir um centro ou um terreiro, podem ter certeza que serão processados e que a cadeia os aguarda. Nós não deixamos passar em branco. Estamos usando todos o artifícios legais para que eles respondam criminalmente pelo o que fizeram.
UMBANDISTAS PEDEM AJUDA À BELTRAME
O vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes reuniram-se com o Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, o Chefe do Estado Maior da PM, Cel Antonio Carlos David e o subsecretário de Polícia Civil, Ricardo Martins. O principal objetivo do encontro foi pedir ajuda das autoridades de segurança no sentido de evitar que os centros de Umbanda e Candomblé continuem sendo perseguidos por fanáticos religiosos nas comunidades do Rio de Janeiro.
Durante o encontro, o vereador Átila Nunes Neto lembrou que "a qualquer momento pode acontecer uma tragédia, já que criminosos que se auto-intitulam pastores, estão obrigando os dirigentes a fecharem as portas de seus terreiros, sob alegação de que os centros espíritas são coisa do demônio". Átila Nunes Neto também comentou sobre as denúncias que vem sendo registradas todos os dias no 'Disque Intolerância'. "Recebemos, em média, 70 ligações por dia, de pessoas denunciando que são vítimas de preconceito religioso. Mantemos a identidade de todas as pessoas sob sigilo, para que elas não sejam alvos de fanáticos", disse o vereador.
Átila Nunes Neto também chamou atenção para o fato que essa violência religiosa vai sair dos morros e alcançar os centros umbandistas dos demais bairros. O parlamentar acha fundamental que todos os policiais civis e militares tenham conhecimento dos dispositivos constitucionais que garantem o livre exercício de culto, para que quando algum umbandista vá registrar uma queixa, seja levado em conta que não apenas o Código Penal está sendo infringido, mas também, a Constituição Federal. "Todas as pessoas que forem vítimas de algum tipo de discriminação religiosa podem fazer a sua denúncia através do telefone 2461-0055. O serviço funciona 24h por dia", lembra o vereador.
Além do encontro com as autoridades de segurança, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes, também ingressaram com uma denúncia no Ministério Público contra o auto-intitulado pastor Adão José dos Santos, fundador da Igreja Pentecostal dos Milagres que afirma "converter" bandidos, os mesmos aliás, que com fuzis em mãos, estão fechando terreiros nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. A denúncia feita pelos parlamentares foi motivada após a publicação de uma série de reportagens no jornal Extra do Rio de Janeiro denunciando as perseguições religiosas. De acordo com a matéria, o "pastor" estimula as invasões aos centros umbandistas e de Candomblé através dos traficantes, incitando o ódio religioso.
DENUNCIADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PASTOR QUE ATACA CENTROS
Nesta última 2a feira, no início da noite, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, foi invadido e depredado. Quatro pessoas, acusadas do ato de vandalismo, foram presas por policiais militares do 2º BPM (Botafogo). Os detidos são membros da Igreja Geração de Jesus Cristo. De acordo com os PMs, os jovens disseram que as imagens estavam com o demônio. Por isso, eles resolveram quebrá-las - contou um dos policiais.
A invasão ao centro espírita, na Rua Bento Lisboa, 146, ocorreu por volta das 18h. Cerca de 20 pessoas aguardavam do lado de fora a abertura do templo e o início da sessão espiritual. Segundo Cristina Moreira, uma das dirigentes do centro, foi nessa hora que as quatro pessoas - três homens e uma mulher - chegaram com atitudes e palavras agressivas. "- Depois de ofender as pessoas que estavam na fila, eles nos obrigaram a abrir a porta e invadiram o centro. Em seguida, quebraram todas as imagens de santos, mesas e cadeiras - disse Cristina. "" Deus mandou a gente aqui para tirar o demônio de vocês "
O deputado Átila Nunes, membro da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e Átila Nunes Neto, coordenador do Movimento Em Defesa da Umbanda, ingressaram IMEDIATAMENTE com uma representação denúnciano Ministério Público contra o "pastor" responsável pela Igreja Geração Jesus Cristo, em razão de estimular o ódio religioso.
O telefone do Disque Intolerância Religiosa funciona 24 horas: 21-24610055
OS TALIBÃS DO RIO DE JANEIRO
O fanatismo religioso na maioria esmagadora das sociedades surge e se desenvolve em lugares onde se destaca uma população de pouca cultura e de poucos recursos. O fanatismo não é privilégio de uma única religião. O encontramos ao longo dos séculos, quando em nome de uma utopia teológica, religiosos se afastam do restante da sociedade e declaram guerra aos que se recusam a segui-los em seu sonho (ou pesadelo) religioso insano. Os conflitos com as autoridades são inevitáveis. A não ser quando o Estado passa a ser uma extensão desses movimentos fanáticos, resultando invariavelmente em genocídios.
Como explicar que em pleno século 21, uma era de progresso tecnológico e de avançada inteligência, podem sobreviver seitas de fanáticos que descarregam tanto ódio contra os que não acompanham seus pensamentos? O que causa tamanha intolerância nessa gente em relação ao restante da sociedade que se recusa a crer no que crêem? Se compararmos o fanatismo medieval que levou milhares às fogueiras da Inquisição com os tempos de hoje, observamos que a diferença é que aqueles só reagiam com violência quando provocados. Já as seitas de fanáticos contemporâneos agridem, sem serem agredidos.
Não existe qualquer diferença entre os fanáticos dos outros países com os daqui do Brasil. Quando criminosos travestidos de pastores, carregando armas "benzidas", expulsam chefes de terreiros umbandistas dos morros e perseguem moradores nas vielas das favelas, porque usam fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas ao pulso, estamos diante do embrião da polícia religiosa do Afeganistão que caça e chicoteia os que não comungam com os princípios do Islamismo.
O que ocorre hoje no Rio de Janeiro (e não duvido que em outras capitais) é a exaltação de grupos de fanáticos, por ignorância, por dinheiro - ou ambos – que professam ações violentas contra outros cidadãos, retirando-lhes o direito sagrado da liberdade de pensamento e, às vezes, de sua integridade física. E fundamentam-se na intolerância e na fé insana da verdade única, a deles, que consideram incontestáveis. No recém criado "Disque Denúncia Intolerância", no telefone 24610055 sucedem-se queixas de espíritas, umbandistas, candomblecistas, católicos e até, pasmem, evangélicos – os verdadeiros -, cansados dessas ações intolerantes que denigrem os princípios cristãos. Não é de hoje que alguns fanáticos de "seitas eletrônicas" ofendem e atacam outras religiões, inclusive a majoritária fé católica. O episódio da imagem da Santa que recebeu pontapés na TV está na memória de todos.
Mais do que o Secretário de Segurança do Rio, seguidores de todos os credos, particularmente nós, somos as maiores vítimas desses fanáticos. Aguardamos um pronunciamento enérgico do governador, autoridade máxima do nosso Estado. Não se trata mais de uma simples questão religiosa. É uma questão com reflexos profundos na liberdade dos cidadãos fluminenses. A ignorância gera o preconceito. Que gera a discriminação. Que resulta no racismo. Não é possível que não continue servindo de exemplo o genocídio judeu
UMA LINHA EM DEFESA DA NOSSA CRENÇA
Ao tomar conhecimento sobre a perseguição que traficantes auto-intitulados pastores evangélicos estariam fazendo aos terreiros nas favelas, o vereador Átila Nunes Neto e o deputado Átila Nunes entraram em contato com o Gabinete do Governador, pedindo a intervenção enérgica da Secretaria de Segurança. Segundo Átila Nunes Neto, " o assunto se reveste de gravidade por que não se restringe apenas ao cerceamento do exercício do culto. Pior: pessoas que usam simples fitinhas de N.S. Bonfim no pulso, vêm sendo obrigadas a retirá-las, sob a ameaça de que é um símbolo demoníaco."
Em razão das dificuldades encontradas pelos jornalistas em conseguir depoimentos denunciando a situação, Átila Nunes colocou no ar o "Disque Denúncia Intolerância" (21-24610055) que vem recebendo um material importantíssimo para as autoridades, sempre preservando a identidade dos denunciantes. "Independentemente dos pronunciamentos em plenário, estamos nos reunindo as autoridades máximas da Secretaria de Segurança visando traçar uma estratégia que garanta o livre exercício dos cultos religiosos no RJ, particularmente nas comunidades mais simples, como as favelas" - afirmou Átila Nunes Neto, que lembrou que "nesses quase 40 anos de mandato parlamentar de nossa família, enfrentamos - meu avô, meu pai e eu - de tudo. Desde perseguições policiais, passando pelas seitas 'eletrônicas', e agora, as dos traficantes, que já nos mandaram um recado ameaçador."
O vereador carioca lembra que os cultos afros foram perseguidos na época da colonização do Brasil pela Igreja Católica, foram perseguidos pela Polícia até 1960, quando terreiros eram invadidos, médiuns espancados e imagens quebradas, em 1980 os perseguidores passaram a ser os fanáticos das seitas 'eletrônicas' e agora perseguidos por traficantes travestidos de evangélicos os perseguem sob a ameça de armas. "Sobrevivemos a todas essas perseguições. E vamos continuar sobrevivendo, por que nenhum de nós tem medo de ameaças. Vamos mais uma vez à luta em defesa da liberdade religiosa", avisa o vereador Átila Nunes Neto.
E o que mudou de 2009 pra cá? Praticamente nada, né? Ah, sim: Puseram-se panos quentes no assunto para que se evite que o povo brasileiro, ao ver a continuidade das barbáries cointra as outras crenças, levante-se de seu sofá e faça alguma coisa contra as lideranças evangélicas fanáticas e os bandidos que estão sob comando delas.
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