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terça-feira, 9 de maio de 2017

Antigo tradutor do hebraico original diz que “a Bíblia não fala de Deus”

Mauro Biglino, antigo tradutor das Edizioni San Paolo (uma das mais importantes editoras católicas), traduziu durante anos escritos originais da Bíblia. Agora afirma que o livro não fala sobre Deus.

Mauro Biglino foi tradutor de hebraico antigo durante vários anos nas Edizioni San Paolo

Mauro Biglino trabalhou durante anos no Vaticano como tradutor de hebraico antigo para as Edizioni San Paolo, uma das mais importantes editoras católicas do mundo, que edita a Bíblia e outros livros católicos em todo o mundo, incluindo em Portugal (Editora Paulus). Era responsável pela tradução dos escritos originais da Bíblia, em hebraico, para a publicação em italiano pela editora pertencente à Sociedade de São Paulo, congregação fundada em 1914 pelo Beato Giacomo Alberione. Trinta anos depois de ter começado o seu trabalho como tradutor, publicou “A Bíblia não é um Livro Sagrado” (Livros Horizonte), obra polémica em que assegura: “A Bíblia não é aquilo que habitualmente se diz. Conta uma outra história, não se ocupa de Deus”.

Ao Observador, Biglino afirma que “não há qualquer referência a Deus nos textos da Bíblia. Há, sim, a um coletivo, chamado Elohim, e a um deles em particular, chamado Yaveh“. A dada altura, explica o autor, “as traduções foram sendo adulteradas e foram convertendo Yaveh num Deus único e todo poderoso”. E acrescenta: “Em hebraico nem sequer há nenhuma palavra que signifique Deus”. No seu livro, Mauro Biglino detalha o percurso das traduções oficiais da Bíblia, que foram adulteradas para “para inventar o monoteísmo”.

Biglino, que nasceu em 1950 na cidade italiana de Turim, aprendeu hebraico na comunidade hebraica de Turim. Mais tarde, a editora do Vaticano apercebeu-se dos trabalhos de tradução de Biglino, reconheceu o seu rigor e convidou-o para colaborar. “Além disso, perceberam que eu também conhecia latim e grego, línguas essenciais para entender o contexto dos textos bíblicos”, acrescenta.
“Em 2010, comecei a escrever um livro em que denunciava algumas das contradições que estava a encontrar nas minhas traduções dos textos bíblicos, e desde esse momento, a colaboração foi interrompida, acabaram o meu contrato de trabalho”, lembra. Biglino acrescenta que compreende “perfeitamente” a decisão da editora, uma vez que se tornou “inviável” estar ao serviço da editora e obter conclusões tão distintas.

Quando deixou de colaborar com as Edizioni San Paolo, Biglino publicou livros em que apresentou traduções literais, palavra por palavra, de vários textos bíblicos, que foram usados por historiadores para identificar imprecisões. Nesses livros, que mostravam lado a lado as palavras italianas e hebraicas, Biglino argumenta que a Bíblia contém diversas imprecisões facilmente demonstráveis. “É por isso que os críticos discordam das minhas conclusões mas não põem em causa o rigor das traduções”, sublinha.

“Quando eu digo que a Bíblia não fala de Deus, não digo que Deus não existe, porque não o sei. Digo apenas que a Bíblia não fala de Deus”, destaca, acrescentando que, no seu entender, “não se sabe nada sobre Deus”. Por isso, sublinha, “como Deus me é absolutamente desconhecido, não posso acreditar nele”. Mauro Biglino afirma ainda que não é o único a discordar das traduções oficiais da Bíblia, mas acrescenta que “não há muitos que tenham a coragem de divulgar as suas conclusões”.
Para o antigo tradutor, o seu trabalho pode mesmo ter influência nas futuras traduções da Bíblia, avançando que já se sentem alguns efeitos. “A profecia de Isaías, por exemplo, dizia que «a Virgem irá conceber e dará à luz um Filho», mas as bíblias alemãs, depois da aprovação da Conferência Episcopal, já não dizem isso. Já dizem que «a Virgem vai conceber», que é o que verdadeiramente lá está escrito”, destaca Mauro.

Contactada pelo Observador, a editora italiana confirmou que Mauro Biglino já deixou de colaborar com as Edizioni San Paolo “há muitos anos”, pelo que recusou comentar o trabalho atual do tradutor.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Cabeça Vazia, Oficina do Diabo!"

Quem nunca teve uma vó, tia, mãe ou mesmo professora do Primário que soltou essa pérola de sabedoria em algum momento de sua vida? Conhecimento antigo, que hoje deve estar perdido em algum texto de algum blog obscuro da internet, pra ser mais otimista.

Pois, estamos acompanhando as notícias cada vez mais inflamadas, sobre declarações cada vez mais polêmicas de Marco Feliciano e a sua patota "defensora da Moral e dos Bons Costumes" (Mentchêêêra!), que joga mais gasolina na fogueira, talvez pra ver se consegue fazer a "Fogueira Santa de Israel" maior que a da Universal.

Mas acredite, Feliciano e sua corja não são o mais preocupante dessa esbórnia religiosa toda. O mais preocupante são os "rebeldes sem causa", que veem alguém causando polêmica e, com suas CABEÇAS VAZIAS, simplesmente abraçam a causa do cara sem raciocinar - Afinal, se raciocinassem, eles teriam algo na cabeça além de vento e cabelo - e começam a, apaixonadamente, concordar com tudo o que ele fala, e com tudo que seja ao contrário do que as pessoas que protestam dizem.

Trocando em miúdos, discursos de ódio e morte aos homossexuais e repressão a negros e mulheres já começam a pipocar nas teias da internet de todo o Brasil. Procure, por exemplo, o Yahoo, e ache uma notícia envolvendo o nome de Feliciano. Odes de ódio aos gays são derramadas sem o menor pudor. Atacam gratuitamente Jean Wyllys e Daniela Mercury, prometendo mares de porrada ou chuvas de balas (E não tô falando do doce!), veem no Feliciano o novo Messias e, todo mundo sabe, "Cabeça Vazia, Oficina do Diabo!"

De meros posts carregados de ódio em sites como o Yahoo, para atentados terroristas contra minorias - Que, ironicamente, deveriam ser defendidas na Comissão dos Direitos Humanos, à qual, infelizmente, Marco Feliciano foi posto para presidir - são dois centavos.

Esses cabeças vazias nem evangélicos devem ser, mas precisam de um bode expiatório para depositar a culpa sobre todos os males que assolam o Brasil e o mundo. E, assim como foi com os comunistas e socialistas durante o regime militar, os gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes serão os bodes expiatórios, as novas Bruxas, nesta nova onda de ódio descerebrado e irracional. E teremos uma legislação Ugandesa, para ser bem otimista, graças à bancada evangélica e à parcela da população que possui uma cabeça vazia e apoia essa bancada sem questionar.

E não serão apenas os que possuem conduta sexual diferente da idealizada na Bíblia que serão alvos de ódio por parte dos "evangélicos 90%". Todo e qualquer grupo que não esteja de acordo com o modelo de conduta "cristã" está na mira deles. Isso inclui os ateus, agnósticos, minorias religiosas, minorias étnicas (Sujou de novo, negada!), "vermelhos" (De novo!), anarquistas, punks, hippies (será que ainda existem?), naturistas, roqueiros, tribos jovens em geral, índios, benzedeiras (De novo!), e a longo prazo, professores, cientistas, médicos, católicos e mesmo os evangélicos 10%.

E, se você acha que é impossível um país liberal e tolerante como o Brasil chegar a um nível "afegão"... Veja como era o Afeganistão em 1970, e como é hoje...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

...E o Papa pede pra sair!

Alegando falta de condições de saúde, Joseph Ratzinger abdica do Trono da Santa Sé, do cargo que para muitos é o último cargo logo abaixo de Deus. Joseph Ratzinger não é mais o papa Bento XVI.

Ratzinger foi um covarde. Contra ele, além de seu passado na Juventude Hitlerista (Embora isso seja irrelevante, mas conta como estigma indelével), pesam as acusações de acobertamento de sacerdotes pedófilos, inclusive com provas em escrito assinadas pelo próprio papa.

Vale lembrar que a renúncia ao Papado só aconteceu, com esta última, quatro vezes em toda a história da Igreja Católica, sendo que a renúncia anterior foi no Século XV. Bem antes do Descobrimento do Brasil.

Vale lembrar que, dentre os postulantes à Mitra Papal, está um cardeal negro cujo coração também é negro, pois é a favor da pena de morte para homossexuais - Sim, é da Uganda.

Vale lembrar que a Igreja Católica tem passado por um retorno ao misticismo e ao recrudescimento conservadorista, iniciado sutilmente por João Paulo II (João Paulo I era mais liberal, e não durou nem um mês). "Cientistas" ditos cristãos estão querendo enfiar o Geocentrismo (A Terra, Centro do Universo) goela abaixo dos leigos, e a Teoria da Evolução de Charles Darwin foi barrada, inacreditavelmente, na Coreia do Sul, país que possui uma das melhores educações do mundo. E de maioria budista.

Com certeza, o próximo papa será de tendência mais conservadora que Ratzinger e Wojtyla, e grandes são as chances de surgir um papa africano, com vistas a barrar o avanço evangélico no continente (Na verdade, é trocar seis por meia dúzia) e reconquistar fiéis e influência. Através do medo, da força e da corrupção.

O mundo está sendo sacudido por fenômenos físicos e sociais. Grande é a possibilidade de um novo "levante cristão" contra os não-cristãos, mas igualmente grande é a possibilidade de uma Guerra Santa entre católicos e evangélicos. Todavia, esperemos pela "fumaça branca" do Conclave.

Se a ICAR te incomoda, melhor você se armar. Uma nova Idade das Trevas pode estar despontando no Horizonte...

Sem palavras... [16]


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A história não contada: Aimee McPherson (Fundadora da Igreja Quadrangular)

Uma vida de traições conjugais, mentiras, sexo e drogas

AimeeSempleMcPherson 

“Irmã” Aimee Semple Mc Pherson (1890-1944):

Foi a indiscutível fundadora da “International church of foursquare gospel”, que no Brasil, é chamada de “Igreja do Evangelho Quadrangular”.O livro americano “The Dictionary Of Pentecostal and Charismatic Movements”, a chama de “the most proeminent woman leader has produced to date”. Em bom português, o livro a chama “a mais proeminente líder feminina, que o pentecostalismo produziu até hoje”.

Se Aimee Semple Mc Pherson, foi uma proeminência, um fenômeno religioso, isto nem o mais ateu dos homens, pode discutir. Do nada, ela fundou um Igreja, com milhões de seguidores.A sua vida religiosa, começou quando ela acompanhou o seu marido, numa viagem missionária até a China. Neste país, o seu marido adoeceu. Morreu logo à seguir. A jovem viúva, retornou para os USA. Nenhuma 200px-Uewb_07_img0476pessoa imaginaria o que viria a seguir.Logo depois de voltar, ela se casaria com Harold Stewart Mc Pherson, era 1911. Este segundo casamento, foi um fracasso do começo ao fim. Aimee Mc Pherson, era histérica, nervosa, negligente, preguiçosa. Além de tudo, traiu o seu infeliz marido. Nenhum de seus biógrafos sabe quantas dezenas de amantes, Aimee teve, enquanto o pobre Harold sofria. Ele finalmente, pediu divórcio em 1921(Ver o livro de Eve Simson, The Faith Healer, página 36).Em maio de 1926, Aimee Mc Pherson deu para sumir por uns tempos. No mês seguinte, ela reapareceu no México, inventando uma fábula, de que teria sido sequestrada. Na verdade toda a fábula era para evitar que percebessem que ela havia tido uma tórrida paixão, com muito sexo, com um homem casado, chamado Kenneth Ormiston. O casal, já havia sido visto antes, numa viagem conjunta à Europa(Sobre esta parte da vida de Aimee, ver os livros “The Vanishing Evangelist” , do autor Lately Thomas).Uma recepcionista de uma loja, mostrou que Aimee e seu amante, estavam na cidade de Karmel, Califórnia. Aimee “comia” o seu amante, ao tempo em que depois inventou à imprensa que estava sequestrada. Várias outras testemunhas mostraram terem visto, as aventuras de Aimee. Enquanto isto, Aimee ia tendo cada vez mais seguidores.Um ano depois deste escândalo, Aimee começou a enrolar os seus cabelos, a usar jóias, peles caras, usar vestidos curtos. Igualmente, bebia muito e em público, dançava, aproveitava a vida. Anos antes ela pregava contra tudo isto, garantindo o fogo do inferno a quem tivesse tais pecados. Agora, praticava aos montes estes terríveis pecados(ver o livro “Least of all saints”. Autor:Robert Barh).Em 1931, Aimee casou pela terceira vez. Desta vez o imbecíl marido, se chamava David Hutton. De novo, veio divórcio desta vez em 1934.Menos de três anos de infeliz união. Aimee, casou já tendo um harém de homens. E virou ex- mulher de novo.No livro, já citado, de Robert Barh, tem uma foto de Aimee, com alguns de seus seguidores. Ela aparece caída de bêbada, no chão. Os seguidores, se acham “batizados no espírito santo”.E também no chão.O livro “Sister Aimee”, página 221,do autor Epstein, mostra as pregações religiosas, de Aimee. Diante de grandes multidões, ela pregava:”As suas desgraças serão destruídas. As suas doenças serão todas curadas. Basta apenas vocês acreditarem.Onde estiver o espírito de Deus, alí estará a sua cura.”
Poses afetadas para influenciar as pessoas
Aimee avisava que a cura era parte do evangelho. Bastava ter muita fé e dar dinheiro a sua Igreja. Para se ter acesso à sessões de cura espritual de Aimee, os crentes tinham que comprar um cartão e alí, ficar na linha de cura de Aimee.
O autor Robert Barh, no livro “The Least of All Saints”, diz muito bem dos últimos anos de vida de Aimee. Aimee ia aos poucos se viciando em drogas. Sua paixão por barbitúricos, se completava ao seu amor por homens na cama.Amores à parte, ela tinha uma mãe. Ela se chamava Mildred (Minnie) Kennedy. A mãe ajudava a filha no milionário negócio evangélico. O “Angelus Temple” de Aimee era uma supermina de ouro em dinheiro. De fato, Aimée e sua "querida mamãe" dividiam mãe e filha o dinheiro arrecadado dos fiéis. Tanto dinheiro, que deu numa sucessão de brigas horríveis, entre mãe e filha. Já em 1927, Aimee demitiu sua mãe do cargo que exercia na Igreja do Evangelho Quadrangular. Depois,por um curto período de tempo, Mildred voltou à administrar coisas na Igreja, pois a filha havia feito uma série enorme de investimentos fracassados. Uma briga entre mãe e filha, teve como resultado Aimee quebrar o nariz da mãe com um forte soco(Ver página 296, da obra de Robert Barh, já citada).A ligação de mãe e filha terminava. O dinheiro e os escândalos de Aimee não. Em 1937, Mildred, apoiada pela neta Roberta, decidiu processar a filha Aimee. Não era a questão do nariz quebrado. O dinheiro era de novo o centro do processo. Aimee ganhou a questão.Se Aimee ganhava cada vez mais dinheiro, com seu imenso e crescente império religioso, não ganhava paz de espírito. Cada vez mais, se entregava às drogas. Morreu de overdose de drogas em 1944. Deixou para a mãe a quantia de dez dólares, dizendo que caso ela contestasse isto, então não receberia nada (Ver a obra de Robert Barh, página 282).
Veja mais:
Wikipedia (inglês)
http://en.wikipedia.org/wiki/Aimee_Semple_McPherson
Revista Time (inglês)
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,732031,00.html?promoid=googlep
Abcnews (inglês)
http://a.abcnews.com/US/popup?id=3892799&contentIndex=1&page=13&start=false

Nota do Meow: Essa aí, apesar de devassa, é uma santa perto de Edir Macedo, Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e seus semelhantes, cupinchas e associados.

Mas o que o pessoal da Quadrangular tem a me falar a respeito disso?

Ah, sim, por incrível que pareça, essa matéria foi compilada deste blog evangélico. Como se vê, eles atacam até a si próprios.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sem palavras... [15]





(Nota: Apesar dessa seção se chamar "Sem palavras", vale uma pequena explicação. Ravengar, o autor dessa versão [Não do desenho em si, mas do letreiramento] teoriza que os evangélicos estão sendo usados como massa de manobra para a instalação de uma suposta teocracia "judaico-cristã" no Mundo Ocidental. O "Deus de Israel", para quem não sabe, é Javé/Jeová/YHWH, o cruel e sanguinário deus do Antigo Testamento, em cujo nome os líderes tribais governavam com mãos de ferro, matando, pilhando e destruindo tudo que ficava em seu caminho [Duvida? Leia a Bíblia, tá tudinho lá]. Apesar de eu não concordar com a assertiva dele de que sejam os judeus quem estejam arquitetando tudo por trás das cortinas, a ilustração acima merece uma pausa para reflexão.)